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Debate da Globo reúne Paes e Ruas pela primeira vez na eleição do Rio

Em debate da TV Globo, Eduardo Paes e Douglas Ruas ficam frente a frente pela primeira vez na corrida pelo governo do Rio de Janeiro.

Redação•30 de set. de 2026, 00:30
Debate da Globo reúne Paes e Ruas pela primeira vez na eleição do Rio
Imagem: site

Debate da Globo reúne Paes e Ruas pela primeira vez na eleição do Rio

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Os candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto ao governo fluminense, o ex-prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas (PL), ficaram frente a frente pela primeira vez desde o início da campanha nesta terça-feira, 29, durante o debate da TV Globo. Ambos adotaram estratégias semelhantes ao buscarem expor fantasmas incômodos dos adversários.

Terceiro colocado nas pesquisas, o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) direcionou ataques a ambos em uma tentativa de capturar parte de seus votos. Com a candidatura barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) devido a uma condenação por improbidade administrativa, Garotinho faz campanha sem a certeza de que seus votos serão computados e planeja recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele apresentou-se como candidato antissistema e demonstrou conforto diante das câmeras, aproveitando bem a autorização para se movimentar livremente no estúdio.

Douglas Ruas buscou transformar sua curta biografia política — deputado estadual de primeiro mandato, ex-secretário estadual das Cidades e ex-secretário municipal em São Gonçalo, cidade administrada por seu pai — em ativo eleitoral, apresentando-se como uma renovação em oposição à velha política fluminense. Na reta final, ele tentou estreitar os laços com a família Bolsonaro e com pautas do campo conservador, como as escolas cívico-militares, para impulsionar sua campanha a reboque do bolsonarismo. Ruas também procurou nacionalizar o pleito para transferir ao rival a rejeição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apoiador de Paes, acusando o ex-prefeito de esconder o padrinho político.

Por sua vez, Eduardo Paes elevou o tom contra o deputado ao associá-lo ao grupo político do ex-governador Cláudio Castro (PL), alvo da Polícia Federal em dois inquéritos de corrupção, e do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), preso sob suspeita de obstruir investigações sobre o Comando Vermelho. Paes também explorou a crise de imagem que afeta a Alerj, instituição que teve três deputados presos desde dezembro do ano passado e que é comandada por Ruas desde abril, chamando o legislativo estadual de máfia e bradando que a festa vai acabar. O pessedista ainda utilizou sua experiência como gestor como argumento de autoridade e mencionou investimentos no aeroporto do Galeão ao falar espontaneamente sobre Lula.

O debate também contou com a participação de William Siri (PSOL), cujas intervenções trouxeram ataques a Flávio Bolsonaro e críticas a Douglas Ruas, lembrando o escândalo do Rioprevidência, fundo de aposentadorias que investiu R$ 3 bilhões em fundos ligados ao Banco Master na gestão de Cláudio Castro. André Marinho (Novo) participou após conseguir uma decisão liminar do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, horas antes do evento.

O confronto foi dividido em blocos que abordaram temas sorteados no início — como transporte público, emprego, saneamento, dívida pública e educação —, além de blocos de tema livre e perguntas direcionadas às regiões do estado.

Nas pesquisas recentes divulgadas nesta terça-feira pela Quaest, Paes lidera com 34% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Ruas com 25%. Garotinho aparece com 9%, William Siri tem 1% e André Marinho não pontuou.

Entre as propostas apresentadas pelos candidatos durante o debate, destacam-se:

  • Eduardo Paes: reunificar a Secretaria de Segurança Pública, construir a Linha 3 do Metrô e triplicar o ensino técnico profissionalizante.
  • Douglas Ruas: construir escolas cívico-militares, implementar políticas integradas de proteção às mulheres e ampliar o respaldo a policiais militares em operações.
  • Anthony Garotinho: reestatizar a Ceade, criar o Bope 2.0 para recuperar áreas dominadas pelo crime, construir hospitais especializados fora da capital e utilizar aerobarcos.
  • William Siri: reestatizar os trens e a Cedae, construir complexos produtivos, fortalecer as Faetecs e promover educação integral.
  • André Marinho: recuperar áreas dominadas pelo crime e remunerar os professores segundo o piso nacional do magistério.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/debate-globo-candidatos-governo-rio-janeiro-paes-ruas/

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