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Debate tem embate entre Flávio e Lula sobre saidinhas e pandemia

No segundo bloco do debate da Band neste domingo (18), Flávio Bolsonaro e Lula discutiram saidinhas, pandemia, SUS e economia.

Redação•18 de out. de 2026, 22:30
Debate tem embate entre Flávio e Lula sobre saidinhas e pandemia
Imagem: site

Debate tem embate entre Flávio e Lula sobre saidinhas e pandemia

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Durante o segundo bloco do debate da Band realizado neste domingo (18), Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protagonizaram discussões sobre as saídas temporárias de presos, a gestão da pandemia pelo governo de Jair Bolsonaro (PL), saúde pública, jornada de trabalho e endividamento das famílias.

Na área da saúde, Flávio Bolsonaro citou Claudio Lottenberg como seu futuro ministro da Saúde e defendeu alterações na administração do Sistema Único de Saúde (SUS). “Quero colocar padrão Albert Einstein no SUS”, declarou o senador, que também sugeriu a criação de um prontuário único, a expansão da telemedicina e a aplicação de Inteligência Artificial para otimizar atendimentos e o acesso a medicamentos.

Lula questionou a viabilidade da proposta, indagando se o oponente pretendia privatizar a rede pública, e afirmou que Flávio precisa adquirir mais conhecimento sobre o setor. O debate sobre o tema precisou ser interrompido pelos mediadores após Lula alegar que o adversário estaria zombando dele. Por sua vez, o senador relatou ter sido chamado de “malandro” pelo presidente.

Saidinhas, jornada de trabalho e economia

Em relação às saídas temporárias de presidiários, questionado por Flávio, Lula argumentou a favor da recuperação dos detentos e do convívio com os familiares, pontuando que condenados por crimes hediondos e estupro não contam com o benefício. O petista ainda ironizou ao afirmar que uma medida para favorecer Jair Bolsonaro deveria abranger outros detentos, citando Daniel Vorcaro.

Questionado sobre o tema, Flávio afirmou ter votado pelo encerramento da escala 6x1 após dialogar com trabalhadores. “Sei ouvir, sei escutar, e assim vou conduzir esse governo”, disse, ressaltando contudo que a folga precisa vir acompanhada de segurança e incremento no poder de compra para que os cidadãos possam encher o carrinho no supermercado. Lula rebateu, afirmando que o adversário conhece a realidade do trabalhador apenas pelos livros, além de comparar índices de sua gestão com os da administração Bolsonaro e atribuir pressões inflacionárias a conflitos internacionais, como os envolvendo o americano Donald Trump.

Gestão da pandemia e propostas econômicas

A atuação governamental durante a crise sanitária gerou novas críticas de Lula, que relembrou as mortes por Covid-19 e criticou os ministros da Saúde da gestão Jair Bolsonaro, classificando-os como “um mais mequetrefe que o outro”. Flávio admitiu que o setor não foi o ponto forte do governo de seu pai, mas defendeu a atuação durante a emergência. Lula também elogiou o programa Mais Médicos, defendeu a ampliação de profissionais pelo Brasil e acusou a gestão passada de deteriorar seis hospitais federais no Rio de Janeiro, citando UTIs fechadas e carência estrutural. Flávio rebateu as acusações chamando-as de mentiras irresponsáveis.

No campo econômico, o senador prometeu a manutenção do Bolsa Família e a criação do Ministério da Prosperidade. Apresentou ainda um plano de renegociação de dívidas que prevê a aquisição de débitos junto aos bancos, o congelamento de obrigações financeiras por seis meses para pessoas físicas e carência de um ano para jurídicas, medidas que seriam somadas à queda dos juros.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/flavio-e-lula-falam-de-saidinhas-e-atuacao-na-pandemia-no-2o-bloco/

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