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Declaração de Raquel Lyra sobre laqueadura gera crise em campanha

Vídeo em que a governadora de Pernambuco Raquel Lyra sugere laqueadura sem consentimento gera crise em sua campanha à reeleição.

Redação•21 de set. de 2026, 16:39
Declaração de Raquel Lyra sobre laqueadura gera crise em campanha
Imagem: site

Declaração de Raquel Lyra sobre laqueadura gera crise em campanha

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A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), enfrenta uma crise política após a circulação nas redes sociais de um vídeo em que sugere a realização de uma cirurgia de esterilização sem o consentimento da paciente. O registro foi feito em maio do ano passado, durante a inauguração da UTI do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste pernambucano, quando a gestante de sete filhos relatou sua história e a chefe do executivo estadual comentou sobre a colocação na fila do procedimento, dizendo para fazer o processo sem que a mulher soubesse.

A sugestão gerou forte repercussão por apontar para uma prática considerada ilegal no Brasil. De acordo com a Lei do Planejamento Familiar, a esterilização exige manifestação prévia e por escrito da vontade da paciente, além de informações detalhadas sobre os riscos e o intervalo de sessenta dias para que haja possibilidade de desistência. A realização do procedimento cirúrgico sem autorização da mulher constitui crime punido com multa e prisão de dois a oito anos.

A polêmica atinge o eleitorado feminino, público com o qual Raquel busca proximidade por meio de propostas voltadas à segurança e à construção de creches. O episódio foi utilizado por adversários políticos, incluindo o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), concorrente ao governo estadual que divide a polarização da disputa com a atual governadora. Em publicações nas redes sociais, o candidato classificou o teor do vídeo como uma sugestão de prática ilícita e violência que atenta contra a integridade física.

O caso também foi repercutido por outras lideranças políticas alinhadas a João Campos. A senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo Lula no Senado, afirmou que a fala desrespeita a autonomia feminina e pontuou que pedidos de desculpas não encerram a gravidade do ocorrido. A ex-deputada federal Marília Arraes (PDT-PE), candidata ao Senado na mesma chapa, criticou o episódio ao questionar se o posicionamento seria direcionado a mulheres de classes sociais mais elevadas.

Diante da repercussão negativa e do uso do material pelos opositores, Raquel Lyra já apresentou pedidos de desculpas e justificativas em três ocasiões, sendo duas por meio de publicações no Instagram e outra durante uma sabatina realizada na segunda-feira, 21. A governadora classificou a fala como incorreta, declarou que o comentário não reflete seus pensamentos e resgatou sua atuação em defesa da voz e vez das mulheres.

Com liderança numérica nas pesquisas de intenção de voto para o governo estadual, Raquel Lyra aparece em empate técnico com João Campos em levantamentos realizados por institutos como Datafolha, Real Time Big Data e AtlasIntel, e o reflexo da crise política deverá ser avaliado nos próximos estudos eleitorais.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/a-declaracao-de-raquel-lyra-que-abriu-uma-crise-na-sua-campanha-a-reeleicao-em-pernambuco/

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