A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, desembarcou nesta segunda-feira (21) no Aeroporto de Teterboro, em Nova Jersey, para marcar presença na 81ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU. O local da agenda internacional fica a uma distância de aproximadamente 15 quilômetros do Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn (MDC), complexo prisional onde o ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, encontram-se detidos depois de terem sido capturados pelos Estados Unidos em Caracas no começo do ano.
Ex-vice de Maduro, Rodríguez tem agendada uma reunião com o presidente americano, Donald Trump, para esta terça-feira (22). O encontro ocorrerá à margem de uma recepção oferecida pelo líder republicano aos chefes de Estado e de governo presentes na Assembleia Geral, conforme detalhado pelo embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, durante teleconferência com repórteres. Waltz indicou que os dois líderes participarão de uma conversa à parte durante a recepção, embora não tenha divulgado pautas ou detalhes sobre o teor do diálogo. Até o momento, não há registros ou informações oficiais sobre uma eventual visita da presidente interina a Maduro durante a estadia em território nova-iorquino.
A chegada de Rodríguez aos Estados Unidos contou com uma recepção oficial organizada por uma delegação composta por Calixto Ortega, vice-presidente setorial de Economia da Venezuela; Oliver Blanco, primeiro vice-ministro de Relações Exteriores e Comércio Internacional; e John Barrett, encarregado de negócios dos Estados Unidos. O Ministério da Comunicação da Venezuela não emitiu respostas imediatas a pedidos de comentários da imprensa.
A reunião marcada para terça-feira representará o primeiro contato direto entre Trump e Rodríguez desde a destituição de Maduro. O contexto diplomático e político também envolve outras frentes: recentemente, no mês passado, Estados Unidos e Venezuela firmaram um acordo energético projetado para conferir aos EUA controle parcial sobre as reservas de petróleo venezuelanas, com a expectativa de que companhias norte-americanas auxiliem na recuperação do setor energético da nação sul-americana.
Enquanto isso, a líder oposicionista venezuelana María Corina Machado lida com um dilema sobre o momento oportuno para retornar ao país e mobilizar apoio político, enfrentando a relutância da administração Trump em relação à sua volta. Machado deixou a Venezuela no final do ano anterior para a cerimônia do Prêmio Nobel da Paz, após passar um longo período na clandestinidade decorrente das eleições disputadas de 2024. Embora tenha buscado aproximação com Trump antes da queda de Maduro, o presidente americano tem manifestado apoio reiterado a Delcy Rodríguez desde a destituição do antigo regime.
