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Democratas consolidam maioria na Câmara e no Senado dos EUA, indica projeção

Projeção da CNN aponta que o Partido Democrata conquistou maioria na Câmara e no Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato.

Redação•04 de nov. de 2026, 06:30
Democratas consolidam maioria na Câmara e no Senado dos EUA, indica projeção
Imagem: site

Democratas consolidam maioria na Câmara e no Senado dos EUA, indica projeção

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Projeções eleitorais apontam que o Partido Democrata consolidará o controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos pelos próximos dois anos. A marca é alcançada após o partido ultrapassar as faixas de 218 cadeiras na Câmara e 51 assentos no Senado. Os eleitores americanos compareceram às urnas na terça-feira (3) para as Eleições de Meio de Mandato (Midterms), processo em que foram renovados todos os deputados, um terço dos senadores e os governos de 36 estados, além de cargos locais.

Para assegurar a maioria, os democratas registraram vitórias em estados tradicionalmente republicanos e em regiões que não elegiam candidatos do partido há décadas. Entre os resultados destacados estão conquistas de cadeiras no Senado na Carolina do Sul — estado vencido por Donald Trump com margem de 18 pontos percentuais em 2024 —, no Texas (onde um democrata não vencia para a câmara alta desde 1988) e no Kansas (sem vitória democrata para o Senado desde 1932). Ao todo, foram registradas pelo menos 7 viradas no Senado, 27 na Câmara (sendo necessários quatro assentos a mais em cada casa) e 4 entre governadores estaduais. Dados históricos indicam que o controle de ambas as casas legislativas mudou no mesmo ciclo eleitoral apenas duas vezes nos últimos 50 anos.

Impactos políticos e avaliação do governo

Especialistas apontam que a votação funcionou como um referendo sobre a gestão de Donald Trump. O cenário eleitoral foi marcado por preocupações da população com a inflação e o custo de vida, especialmente os preços dos combustíveis, somados aos desdobramentos da guerra com o Irã iniciada em fevereiro, que segue sem acordo de encerramento. O presidente chegou ao dia do pleito com taxa de aprovação de 32%, conforme pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 26 de outubro.

A conquista da maioria parlamentar concede aos democratas poder para fiscalizar as ações do governo. Trump afirmou a veículos de imprensa que aceitaria os resultados na madrugada de quarta-feira (4) durante a apuração, embora tenha minimizado a influência de sua rejeição pessoal no desempenho eleitoral.

Em entrevista à Fox News, o presidente declarou: “Não encaro isso como um golpe contra mim”, acrescentando que o país teve os dois melhores anos da história da presidência na economia e em realizações, mas reconheceu o peso do conflito internacional: “Não aceitaram o impacto de curto prazo nos preços da gasolina.” Questionado sobre sua mensagem final, Trump parabenizou a legenda adversária: “Bem, digo o seguinte: parabéns aos democratas. Eles fizeram um bom trabalho. Estavam buscando isso há 11 anos e, finalmente, conseguiram.”

Em outro momento da entrevista, o chefe do Executivo atribuiu parte das derrotas a candidatos republicanos por ele apoiados, afirmando que alguns teriam lutado contra ele e falhado em mobilizar a base de eleitores. Contudo, durante a campanha, o próprio presidente havia pedido engajamento direto aos simpatizantes: “Vocês precisam me fazer o maior favor que já me fizeram: fingir que eu estou nas cédulas”, declarou em setembro na convenção do Partido Republicano.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/democratas-maioria-congresso-consolida/

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