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Deputada democrata Ilhan Omar declara que não será silenciada após buscas do ICE

A deputada democrata Ilhan Omar teve sua residência revistada por agentes federais em investigação sobre imigração; parlamentar criticou a ação.

Redação•12 de out. de 2026, 18:30
Deputada democrata Ilhan Omar declara que não será silenciada após buscas do ICE
Imagem: site

Deputada democrata Ilhan Omar declara que não será silenciada após buscas do ICE

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A deputada federal democrata Ilhan Omar afirmou nas redes sociais que "não serei silenciada", após ser alvo de uma operação de busca realizada na madrugada desta segunda-feira (12) em sua residência, localizada na região de Washington, D.C. A parlamentar declarou estar bem e classificou a ação como uma tentativa de instrumentalizar as forças de segurança federais contra opositores políticos, apontando que é alvo de ataques do presidente Donald Trump há uma década.

De acordo com um porta-voz do Departamento de Justiça, agentes da divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI), órgão vinculado ao Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), cumpriram um mandado de busca autorizado judicialmente como parte de uma investigação federal em andamento. Uma pessoa familiarizada com o caso informou que a apuração envolve uma suposta fraude migratória relacionada a documentos preenchidos pelo falecido pai da parlamentar, que nasceu na Somália, quando ela ainda era criança.

Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo Trump, confirmou que o Departamento de Justiça conduz a investigação em conjunto com o Departamento de Segurança Interna. A ação ocorre a pouco mais de três semanas das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, nas quais o Partido Republicano busca defender suas estreitas maiorias no Congresso norte-americano. Omar é uma figura progressista de destaque e concorre à reeleição em um distrito de maioria democrata consolidada em Minnesota, tendo vencido o pleito de 2024 com uma vantagem de 50 pontos percentuais.

A operação gerou reações políticas em Minnesota. O governador do estado, Tim Walz, criticou duramente a medida e acusou o presidente Trump de utilizar o poder presidencial para perseguir adversários políticos antes da votação. As regras do Departamento de Justiça estabelecem restrições para programar ações investigativas contra candidatos nos cerca de 60 dias anteriores a um pleito, com o objetivo de evitar interferências no resultado eleitoral.

Investigações contra críticos e histórico de tensões

O episódio insere-se em um contexto de investigações abertas pelo Departamento de Justiça contra diversos críticos e opositores políticos durante o segundo mandato de Trump. Entre os alvos anteriores figuram o ex-diretor do FBI James Comey, a procuradora-geral de Nova York Letitia James, o ex-conselheiro John Bolton, além de parlamentares democratas e autoridades do Federal Reserve.

Nascida na Somália, Ilhan Omar é uma crítica frequente da administração de Donald Trump e tem sido alvo de ataques públicos do presidente, que já fez declarações hostis contra somalis e muçulmanos. A deputada apontou que sua família sofreu ameaças de morte decorrentes da retórica política. No mês passado, um homem de Minnesota foi condenado a um ano e dois meses de prisão após se declarar culpado por jogar vinagre na parlamentar devido a divergências políticas.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/nao-serei-silenciada-diz-deputada-democrata-alvo-de-buscas-do-ice/

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