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Desaprovação de Lula é irreversível? O Grande Debate discute pesquisa

Programa O Grande Debate discutiu pesquisa Datafolha que aponta 50% de desaprovação do governo Lula e debateu se o índice é irreversível.

Redação•20 de set. de 2026, 07:34
Desaprovação de Lula é irreversível? O Grande Debate discute pesquisa
Imagem: site

Desaprovação de Lula é irreversível? O Grande Debate discute pesquisa

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O programa O Grande Debate, exibido na sexta-feira (18), discutiu se a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser considerada irreversível. O debate reuniu o empresário Leonardo Bortoletto e o comentarista da CNN José Eduardo Cardozo.

A discussão teve como ponto de partida uma pesquisa do Datafolha divulgada na quinta-feira (17), que apontou que 50% dos eleitores brasileiros desaprovam a gestão federal, enquanto 48% aprovam o governo. Os entrevistados indecisos somaram 3%.

Visão de Leonardo Bortoletto

Para Leonardo Bortoletto, os índices desfavoráveis já estão consolidados e não podem mais ser revertidos. “A desaprovação de Lula é irreversível”, afirmou o empresário durante o programa.

Contudo, Bortoletto ressalvou que o alto índice de rejeição não se converte automaticamente em intenção de voto. Segundo ele, nem a aprovação nem a desaprovação definem, isoladamente, o desfecho nas urnas. O empresário avaliou que qualquer candidato vencedor — seja o próprio Lula ou um nome como Flávio Bolsonaro — assumirá o cargo carregando consigo uma patamar elevado de desaprovação.

O empresário também qualificou como uma “medida desesperada” uma ação recente tomada pela gestão federal em relação ao programa Bolsa Família, avaliando que a iniciativa busca alterar o cenário eleitoral, e não especificamente a desaprovação governamental.

Sobre a proximidade do primeiro turno, Bortoletto expressou ceticismo quanto a uma definição precoce do pleito. “Não acredito em uma solução de primeiro turno para qualquer um dos lados neste momento, a não ser que tenhamos fatos novos”, declarou, prevendo o anúncio de medidas polêmicas tanto por parte da administração federal quanto da oposição.

Visão de José Eduardo Cardozo

Por sua vez, José Eduardo Cardozo apontou o que chamou de um “paradoxo argumentativo” nas colocações de Bortoletto. O comentarista pontuou que o interlocutor sustenta, simultaneamente, que as ações do governo prejudicam a imagem de Lula e que o Bolsa Família beneficiaria o candidato por ser uma iniciativa estatal. “Das duas, uma: ou o governo vai ajudar ou o governo vai piorar”, argumentou.

Apesar da divergência, Cardozo concordou que a desaprovação governamental não dita diretamente o resultado das eleições. O comentarista explicou que um eleitor pode manifestar insatisfação com a gestão e, ainda assim, optar por votar em Lula no segundo turno por rejeitar o concorrente.

“Alguém pode perfeitamente não gostar do governo Lula e ter uma convicção democrática que diz: eu não quero quem tentou dar golpe de Estado, eu não quero quem fez o que fez na pandemia”, exemplificou Cardozo. Para ele, a escolha do eleitor é moldada por um contexto mais amplo, tornando os dados de desaprovação relevantes, mas não definitivos.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/o-grande-debate-desaprovacao-de-lula-e-irreversivel/

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