Instituições acima de nomes
O ex-presidente Michel Temer (MDB) utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira (9.set.2026) para declarar que, diante da crise no Supremo Tribunal Federal, o que deve prevalecer são as instituições, e não as pessoas. O posicionamento ocorre em meio ao desgaste envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Temer, responsável pela indicação de Moraes ao STF em 2017, defendeu que episódios de crise sejam superados por meio do diálogo e respeito. O ex-presidente reforçou a necessidade de apurar responsabilidades, mas destacou que a harmonia, a paz e a defesa da Constituição devem ser o norte do país, sem mencionar nomes de políticos ou ministros envolvidos.
Reações e divergências no STF
Diferentemente de Temer, o ministro aposentado Marco Aurélio Mello expressou arrependimento público por ter endossado a indicação de Moraes no passado. Enquanto isso, o cenário político apresenta convergências inusitadas: tanto o PT, via Edinho Silva, quanto o PL, através de Flávio Bolsonaro, têm defendido a preservação das instituições, embora com intensidades distintas nas críticas ao ministro.
A crise interna no Supremo escalou com a atuação do relator André Mendonça no caso Master, o que gerou um confronto direto com o ministro Flávio Dino. Em resposta, o presidente da Corte, Edson Fachin, interveio nesta quarta-feira (9.set): anulou decisões de Mendonça e Dino, removeu Alexandre de Moraes do comando do inquérito das fake news e agendou uma sessão plenária para decidir sobre a investigação contra o ministro.
