Medidas de segurança para o julgamento no STF
O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, informou ao Poder360 neste sábado (12.set.2026) que o DF poderá replicar, no julgamento da próxima terça-feira (15.set.2026), o esquema de segurança utilizado pelo Supremo Tribunal Federal durante as sessões sobre os atos de 8 de Janeiro. O planejamento detalhado será definido em uma reunião com a segurança do STF na segunda-feira (14.set).
A sessão, pautada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, analisará a decisão do ministro André Mendonça sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, baseada em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Patury destacou que a Célula de Inteligência já monitora possíveis atos, incluindo uma manifestação convocada pelo candidato à Presidência Romeu Zema (Novo).
Estratégia e monitoramento
Caso haja indícios de deslocamento para a Esplanada dos Ministérios, o governo poderá ampliar o perímetro de segurança, instalar barreiras e aumentar o efetivo. O plano inclui policiamento ostensivo, restrição de acesso e uso de drones com câmeras térmicas, além de monitoramento por câmeras 360º para identificação facial e de veículos. Segundo o secretário, a segurança externa ficará a cargo do DF, enquanto o STF controlará o acesso interno.
Contexto do julgamento
O impasse envolve decisões conflitantes de Mendonça, Moraes e Flávio Dino. Após Mendonça pedir investigação contra Moraes e este reagir com pedido contra Mendonça, Fachin unificou os casos. O cenário escalou com o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, por Mendonça, seguido de uma reintegração por Flávio Dino. Fachin, por fim, revogou os afastamentos, manteve Rodrigues no cargo, removeu Moraes da relatoria do inquérito das fake news e pautou a análise do pedido de investigação contra Moraes.
