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Dino pede que pronunciamento de Cármen seja enviado a Lula e ao Itamaraty

Ministro Flávio Dino sugere envio de fala de Cármen Lúcia ao Executivo como forma de interlocução com a Suprema Corte dos Estados Unidos diante de ameaças de sanções.

Redação•15 de set. de 2026, 21:42
Dino pede que pronunciamento de Cármen seja enviado a Lula e ao Itamaraty
Imagem: site

Dino pede que pronunciamento de Cármen seja enviado a Lula e ao Itamaraty

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Proposta de interlocução internacional

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou que o pronunciamento realizado pela ministra Cármen Lúcia durante a sessão extraordinária desta terça-feira (15) seja encaminhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Itamaraty. Para Dino, a fala da magistrada foi “brilhante, madura e assertiva”, possuindo potencial para viabilizar uma interlocução entre o Supremo brasileiro e a Corte dos Estados Unidos.

O magistrado ressaltou que a iniciativa visa criar uma “paradiplomacia” que permitiria ao presidente do STF, Edson Fachin, dialogar com o Chief Justice dos Estados Unidos, John Roberts. A sugestão surge em um contexto de preocupação com possíveis sanções do governo norte-americano contra integrantes da Corte brasileira e interferências estrangeiras, temas que Dino destacou anteriormente.

Pronunciamento de Cármen Lúcia

Durante a sessão, Cármen Lúcia expressou um “mal-estar cívico” provocado pelos eventos recentes envolvendo o Supremo, a menos de 20 dias das eleições. A ministra manifestou pesar pelo foco nacional estar voltado a questões processuais e graves da Corte, chegando a pedir desculpas ao presidente do STF, aos seus pares e ao povo brasileiro por não ter conseguido ajudar a reduzir as tensões internas.

Contexto da sessão histórica

A sessão é considerada um marco no STF e tem como objetivo analisar o relatório da Polícia Federal que aponta uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O plenário deve decidir sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório, sob a justificativa de que a produção do documento ocorreu sem pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF. O clima na Corte é de alta tensão, marcado por disputas internas sobre o acesso a provas e o sigilo de documentos envolvendo o Banco Master.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/dino-pede-que-pronunciamento-de-carmen-seja-enviado-a-lula-e-ao-itamaraty/

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