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Direita domina urnas no Brasil e Lula registra pior desempenho desde 1998

Com liderança do PL de Flávio Bolsonaro, direita avança no Senado e em governos estaduais, enquanto presidente Lula registra menor percentual de votos válidos no primeiro turno desde 1998.

Redação•05 de out. de 2026, 06:30
Direita domina urnas no Brasil e Lula registra pior desempenho desde 1998
Imagem: site

Direita domina urnas no Brasil e Lula registra pior desempenho desde 1998

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A direita, liderada pelo PL de Flávio Bolsonaro, avançou sobre o centrão no Senado e fez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrar seu pior resultado em votos válidos em um primeiro turno desde 1998. Lula obteve 53,9 milhões de votos no domingo (4), ficando atrás de Flávio, que alcançou 56,1 milhões. Em termos percentuais, o candidato do PL somou 47% dos votos válidos, enquanto o petista registrou 45,2%.

Em 2022, na disputa contra Jair Bolsonaro (PL), Lula havia atingido 48,4% dos votos válidos. Em 2006, durante a sua reeleição, marcou 48,6%, e em 2002, quando conquistou a Presidência pela primeira vez, obteve 46,4%. A marca anterior tão baixa em um primeiro turno havia ocorrido em 1998, quando disputou a reeleição contra Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e obteve 31,7%, sendo derrotado ainda na primeira etapa.

Balanço de votos e desempenho regional

Lula perdeu cerca de 3,4 milhões de votos entre 2022 e 2026 e foi derrotado em estados estratégicos para o pleito, como Minas Gerais, que tradicionalmente garantia maioria aos presidentes eleitos desde 1989. Por outro lado, Flávio Bolsonaro superou a votação obtida pelo pai em 2022 em aproximadamente 5 milhões de votos, subindo de 51,1 milhões (43,2%) para 56,1 milhões.

O desempenho de Flávio refletiu-se diretamente na bancada do PL no Senado, com a eleição de 19 senadores. Com os nove parlamentares cujos mandatos continuam válidos desde 2022, o Partido Liberal passará a contar com 28 cadeiras na Casa a partir de 2027.

Mudanças na composição do Senado

O partido Novo conquistou três vagas no Senado, sendo que dois eleitos abandonaram a campanha de Romeu Zema para apoiar Flávio Bolsonaro no primeiro turno: Marcel van Hattem (RS) e Deltan Dallagnol (PR). Juntos, PL e Novo somarão 31 senadores, representando quase 40% do Plenário. Outros nomes bolsonaristas também integrarán a Casa fora do PL, como Damares Alves (Republicanos-DF) e Guilherme Derrite (PP-SP).

O PT manteve suas dez cadeiras, sem ganhos ou perdas. No entanto, o saldo geral da esquerda apontou três cadeiras a menos: o PSB caiu de sete para três; a Rede foi de zero para uma; e o PDT recuou de duas para uma. O centrão foi o setor que mais cedeu espaço, com o PSD perdendo nove cadeiras no Senado.

Avanço nos governos estaduais

A força da direita também se estendeu aos governos estaduais. Atualmente comandando apenas Santa Catarina, com Jorginho Mello, o PL governará pelo menos cinco estados a partir de 2027: Paraná (Sergio Moro), Rondônia (Marcos Rogério), Roraima (Arthur Henrique), Rio Grande do Sul (Zucco) e Santa Catarina (com a reeleição de Jorginho Mello).

Além disso, o partido disputa o segundo turno em dois estados: no Rio de Janeiro, com Douglas Ruas, e no Amazonas, com a Professora Maria do Carmo. Ruas obteve 49,3% dos votos válidos no primeiro turno fluminense, superando o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), apoiado por Lula, e precisando de menos de um ponto percentual para garantir a vitória. O estado também elegeu dois representantes do PL para o Senado: Carlos Portinho (reeleito) e Carlos Jordy.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/direita-urnas-lula-derrota/

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