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Diretor da Quaest aponta fator decisivo para mudança de voto na reta final

Diretor de inteligência da Quaest aponta que rejeição e medo da vitória adversária podem mudar votos na reta final entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Redação•21 de out. de 2026, 22:30
Diretor da Quaest aponta fator decisivo para mudança de voto na reta final
Imagem: site

Diretor da Quaest aponta fator decisivo para mudança de voto na reta final

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A rejeição aos candidatos e o receio de uma vitória do adversário podem ser fatores determinantes para o comportamento do eleitor na reta final da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, o diretor de inteligência da Quaest, Guilherme Russo, afirmou que, em um cenário marcado por forte resistência aos concorrentes, parte do eleitorado pode optar por aquele que considera menos ruim.

De acordo com o especialista, a mobilização gerada pelo medo de ver o oponente vencer também tem o potencial de fazer eleitores mudarem de posição de última hora. Para Russo, quanto maior for a percepção de que o candidato rejeitado possui chances de vitória, maior será o incentivo para a mobilização do eleitorado, um fenômeno que ele ressalta não ser exclusivo do Brasil.

Impacto da rejeição nas pesquisas

Levantamento da Quaest divulgado em uma quarta-feira mostrou oscilações nos índices de resistência aos concorrentes. A rejeição a Lula passou de 53% para 47%, enquanto a de Flávio Bolsonaro recuou de 54% para 52%. Apesar das quedas, o diretor pontua que ambos continuam enfrentando altos patamares de rejeição.

A pesquisa também indica que alguns eleitores passam a admitir a possibilidade de votar em quem antes rejeitavam quando são estimulados a considerar as alternativas, diferentemente das respostas espontâneas. Na análise de Russo, essa dinâmica beneficiou levemente Lula, embora o resultado da disputa permaneça indefinido, com Flávio Bolsonaro tendo chegado à frente no primeiro turno e mantido vantagem numérica na pesquisa mais recente, apesar da redução na diferença.

Fatores e participação nas urnas

Entre os elementos apontados por Russo para explicar a melhora de Lula em indicadores específicos estão as medidas anunciadas pelo governo e a mobilização da esquerda nas ruas e nas redes sociais.

O receio de que o candidato rejeitado triunfe também pode estimular a participação nas urnas. Mesmo eleitores insatisfeitos podem comparecer para evitar o que consideram o pior resultado. O diretor lembrou que, em pleitos competitivos anteriores, a proporção de votos brancos e nulos tendeu a cair com o acirramento da disputa, impulsionando a mobilização nos últimos dias.

Russo avalia que esse movimento pode beneficiar Lula caso eleitores que normalmente se absteriam decidam votar, já que parte desse grupo tenderia a apoiar o presidente. Contudo, o diretor pondera que tal cenário depende estritamente do comportamento do eleitorado no sábado e no domingo de votação.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/o-fator-que-pode-fazer-o-eleitor-mudar-de-posicao-em-cima-da-hora-segundo-diretor-da-quaest/

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