O discurso anual de Donald Trump à Assembleia Geral da ONU, agendado para terça-feira (22), acontece em um cenário de instabilidade internacional e com sua popularidade em queda, às vésperas de eleições de meio de mandato. O presidente americano está envolvido no conflito contra o Irã, após ações que incluem a derrubada do ditador Nicolás Maduro na Venezuela e a aproximação com figuras como Xi Jinping e Vladimir Putin.
Autoridades indicam que Trump planeja argumentar que os Estados Unidos nunca foram tão poderosos ou respeitados, vangloriando-se de ter espalhado a paz global e enfrentado crises. No entanto, pesquisas de opinião mostram índices baixos de aprovação internacional, e aliados tradicionais, como Canadá e países europeus, buscam formas de se proteger diante da imprevisibilidade de Washington.
A política externa da atual administração tem sido marcada por ameaças e pelo uso da força. O conflito com o Irã expôs os limites do poder militar americano, com interceptores de mísseis esgotados e a resistência do regime iraniano. Além disso, a imposição de tarifas e pressões diplomáticas geraram o que o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, chamou de ruptura nos sistemas tradicionais de aliança.
Especialistas e líderes apontam que o comportamento da superpotência agravou um momento de perigo global, enquanto instituições multilaterais parecem ineficazes. Apesar das críticas sobre o esfacelamento da ordem mundial, apoiadores do movimento MAGA veem vitórias estratégicas no fato de os europeus financiarem sua própria defesa e na busca por recursos, como o petróleo venezuelano.
