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Disputa eleitoral assume o controle do STF a dias do primeiro turno, aponta análise

A cinco dias das eleições de 2026, análise aponta que a disputa eleitoral assumiu o controle do STF em meio a tensões internas e divergências entre ministros.

Redação•29 de set. de 2026, 11:49
Disputa eleitoral assume o controle do STF a dias do primeiro turno, aponta análise
Imagem: site

Disputa eleitoral assume o controle do STF a dias do primeiro turno, aponta análise

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A cinco dias do primeiro turno das eleições de 2026, agendado para o próximo domingo (4), o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enfrentam um momento de tensão interna. Ministros das duas cortes divergem sobre o limite para que o STF possa reverter decisões da Justiça Eleitoral, gerando um embate que ultrapassou os bastidores institucionais.

Durante participação no Live CNN, a analista de Política da emissora Clarissa Oliveira afirmou que a disputa eleitoral assumiu o controle do Supremo. Segundo a especialista, o fenômeno não representa um caso isolado, mas sim o desdobramento de uma tendência consolidada nos últimos meses.

Sintomas de politização na Corte

De acordo com Clarissa Oliveira, acontecimentos recentes — como a controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida e a propagação de notícias falsas — funcionam como sintomas de um cenário mais abrangente. A analista pontua que a utilização de subterfúgios regimentais dentro do próprio STF por parte de um ministro para anular a decisão de outro tem como finalidade exclusiva a mobilização eleitoral da Corte. Ela destacou que as determinações dos ministros Flávio Dino e Luiz Fux sobre o assunto evidenciam essa contaminação eleitoral.

A analista também apontou um pedido feito pelo ministro Gilmar Mendes como outro indicativo de motivações eleitorais por trás de medidas com aparência técnica. “Ah, é precatório, está falando de precatório. Não, não está falando de precatório, está falando de eleição”, declarou Clarissa. O relato ainda incluiu menções veladas à chamada “turma do KN”, a um contrato de R$ 427 milhões com a esposa de um desembargador ligado a Kassio Nunes Marques, além do conflito entre partidários de Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Exposição pública do conflito político

O diferencial do atual período em relação a pleitos anteriores, segundo a avaliação, reside na ampla exposição pública do conflito. Apesar de o STF contar historicamente com indicações políticas de presidentes da República, as articulações políticas costumavam permanecer restritas aos corredores internos do tribunal.

“A gente não viu isso tomar um patamar tão escancarado e tão estatelado dessa forma”, pontuou a analista, acrescentando que a atividade política abandonou os bastidores para se converter na principal atuação da Suprema Corte. Conforme a avaliação, a maioria das deliberações de grande impacto do STF nas últimas semanas apresenta vínculo direto com a corrida eleitoral.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/analise-disputa-eleitoral-assumiu-controle-do-stf/

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