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Economia

Dólar abre em queda de 0,43% cotado a R$ 5,0262 de olho nos EUA e na Europa

Dólar abre em baixa de 0,43% a R$ 5,0262 nesta terça-feira (20), com atenção voltada para dados econômicos dos EUA e protestos fiscais na Europa.

Redação•20 de out. de 2026, 09:30
Dólar abre em queda de 0,43% cotado a R$ 5,0262 de olho nos EUA e na Europa
Imagem: site

Dólar abre em queda de 0,43% cotado a R$ 5,0262 de olho nos EUA e na Europa

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O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (20) registrando queda de 0,43% por volta das 9h, sendo negociado a R$ 5,0262. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tem o início de suas negociações marcado para as 10h.

Na agenda econômica nacional sem grandes destaques, o foco dos investidores volta-se para o cenário internacional, acompanhando novos indicadores econômicos dos Estados Unidos e as apreensões em torno da situação fiscal da Europa, que enfrenta uma onda de protestos.

Cenário internacional e mercado externo

Na Europa, as manifestações que ganharam força continuam a gerar preocupações. O movimento, iniciado em meados de setembro por estudantes com pautas sobre o sistema educacional, expandiu-se com a adesão de sindicatos e novas reivindicações, mobilizando mais de meio milhão de pessoas na França. Protestos de menor escala também ocorreram na Itália, na Bélgica e em Portugal. Na véspera, os juros dos títulos públicos franceses com vencimento em 10 anos alcançaram 4,95%, marcando um dos piores patamares do ano.

No campo econômico internacional, a atenção se volta para a divulgação de novos dados de emprego nos Estados Unidos. A expectativa é que o relatório de empregos ADP fortaleça a projeção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) eleve os juros na reunião prevista para este mês. Informações sobre construção e vendas de moradias nos EUA também estão no radar.

Nas bolsas asiáticas, as ações da China fecharam de forma mista após o governo em Pequim manter as taxas de juros inalteradas. A perspectiva de dados mais sólidos da economia chinesa reduziu as expectativas por novos estímulos governamentais. O Índice de Xangai (SSEC) registrou alta de 0,1%, ao passo que o CSI300 recuou 0,5%. No Japão, o Nikkei caiu 1,3%, o Kospi, na Coreia do Sul, desvalorizou 3,73%, e o Hang Seng, em Hong Kong, teve perdas de 1,32%.

Panorama político e eleições brasileiras

O cenário eleitoral do Brasil permanece no foco do mercado. O primeiro debate do segundo turno das eleições de 2026, realizado na noite de domingo (18) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), continua repercutindo, com campanhas recalibrando rotas para atrair eleitores indecisos.

Durante o confronto dividido em três blocos, os candidatos discutiram temas como segurança pública, economia, saúde, produtividade, relações com os Estados Unidos e redução da maioridade penal, além de trocarem acusações sobre investigações e corrupção.

  • Licença-maternidade e investigações: Lula questionou Flávio sobre voto de 2009 contra ampliação da licença-maternidade para servidoras (o senador afirmou não ter nada contra mulheres, mas não explicou o voto). Flávio questionou Lula sobre a empresária Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), investigados em inquéritos no STF sobre tráfico de influência. O Palácio do Planalto negou interlocução ou contratos do governo federal com Roberta.
  • Corrupção e financiamento: Flávio criticou o governo sobre descontos indevidos no INSS, enquanto Lula respondeu que o esquema foi combatido e que a Polícia Federal indiciou 48 pessoas. Lula também cobrou explicações sobre o pedido de R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, inquérito no qual Flávio é investigado e pediu mais 90 dias de prazo à PF.
  • Economia e pautas sociais: Flávio criticou os juros e acusou o uso eleitoral do Bolsa Família. Lula questionou posições sobre a política de armas, violência no Rio de Janeiro e o fim da escala 6x1 (medida para a qual Flávio votou a favor no Senado). Na reta final, Lula questionou a proximidade com o presidente argentino Javier Milei, e Flávio afirmou que governos de direita precisam consertar problemas de gestões de esquerda, prometendo um "tesouraço" na corrupção.

Desempenho acumulado do mercado

Confira os números acumulados do dólar e do Ibovespa divulgados pelo mercado:

  • Dólar: Acumulado da semana: -0,49%; Acumulado do mês: -2,44%; Acumulado do ano: -8,03%.
  • Ibovespa: Acumulado da semana: +0,32% (e -0,17% em outra medição semanal); Acumulado do mês: +10,06%; Acumulado do ano: +27,28%.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/20/dolar-ibovespa.ghtml

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