O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (9) registrando baixa de 0,47% por volta das 9h10, sendo cotado a R$ 5,0006. No mesmo horário, os preços do petróleo operavam em queda no mercado internacional, com o barril do Brent, referência global, recuando 1,49% a US$ 102,73, e o West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, caindo 1,03% a US$ 90,55 o barril. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, têm início marcado para as 10h.
O principal destaque econômico da sessão é a inflação brasileira, que apresentou alta de 0,82% em setembro após registrar deflação de 0,32% no mês anterior. O avanço foi impulsionado principalmente pelos setores de Habitação — devido ao término do bônus de Itaipu nas faturas de energia elétrica — e de Transportes, reflexo do encarecimento das passagens aéreas e dos combustíveis. No exterior, a agenda traz os dados de confiança do consumidor dos Estados Unidos, enquanto persistem as incertezas em torno do conflito no Oriente Médio, que afetam os preços energéticos em meio ao bloqueio naval às exportações iranianas e a novos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz. Na véspera, Donald Trump declarou que não efetuaria ataques ao Irã antes das eleições de meio mandato, mencionando diálogos produtivos com Teerã.
No âmbito eleitoral, novas pesquisas do Datafolha apontam a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno com 49% dos votos válidos, ante 45% de Lula (PT). Investidores aguardam os desdobramentos políticos após o candidato do PL declarar na véspera, em evento em Goiânia ao lado de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, sua intenção de aproveitar a maioria de seu grupo político no Congresso para alterar a Constituição caso seja eleito, elegendo um aliado para presidir a Câmara dos Deputados. Na quarta-feira (7), o candidato detalhou que as mudanças visam propostas já defendidas anteriormente, como a redução da maioridade penal, reformas no Judiciário, alterações na reforma tributária e o fim da reeleição, ressaltando que pretende agir com ponderação e respeito às leis por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs).
Analistas econômicos ponderam que, embora a alta expressiva do mercado na segunda-feira (5) tenha refletido a liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, o otimismo pode ser efêmero devido à carência de propostas concretas para as contas públicas e às barreiras políticas para aprovação de medidas. As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada na sessão, influenciadas por tensões políticas, rendimentos globais elevados e resultados corporativos locais, com recuos no SSEC de Xangai (-0,8%), CSI300 (-1,09%), Nikkei do Japão (-1,42%), Kospi da Coreia do Sul (-2,62%) e Hang Seng de Hong Kong (-1,43%).
Balanço acumulado do mercado
- Acumulado da semana: -3,67%
- Acumulado do mês: -2,90%
- Acumulado do ano: -8,46%
- Acumulado da semana: +0,32% e +7,34%
- Acumulado do mês: +10,67%
- Acumulado do ano: +27,99%
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/09/dolar-ibovespa.ghtml
