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Economia

Dólar fecha em alta a R$ 5,14 e Ibovespa recua com foco em política e petróleo

Dólar fecha a R$ 5,14 com alta de 0,11% e Ibovespa recua 0,41%. Investidores avaliam reflexos fiscais do reajuste do Bolsa Família e cotações do petróleo.

Redação•21 de set. de 2026, 22:35
Dólar fecha em alta a R$ 5,14 e Ibovespa recua com foco em política e petróleo
Imagem: site

Dólar fecha em alta a R$ 5,14 e Ibovespa recua com foco em política e petróleo

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O dólar comercial encerrou as negociações desta sexta-feira (18) com valorização de 0,11%, cotado a R$ 5,1440. No mesmo pregão, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, registrou queda de 0,41%, fechando aos 185.229 pontos. Os investidores acompanharam de perto os desdobramentos do cenário político doméstico e os reflexos fiscais associados ao reajuste do Bolsa Família, divulgado na véspera, além da movimentação nos mercados internacionais de petróleo.

Reajuste do Bolsa Família e impactos fiscais

Anunciado pelo governo federal, o reajuste de 15% no Bolsa Família elevará o benefício médio de R$ 675 para R$ 777. O pagamento com o novo valor começa a ser depositado em 19 de outubro, período que compreende o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais. A medida deve contemplar 19,3 milhões de famílias.

De acordo com o Ministério do Planejamento, o impacto financeiro da medida será de R$ 5,8 bilhões para o ano corrente, enquanto a projeção de despesa adicional para 2027 chega a R$ 22,7 bilhões. O benefício não passava por reajustes desde o seu relançamento em março de 2023, na gestão do presidente Lula. A equipe econômica argumenta que o reajuste representa a reposição da inflação acumulada entre o início do governo e o mês de agosto, negando qualquer relação com o calendário eleitoral de 2026.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, declarou: "Creio que não [tem relação com as eleições]. Ficou claro que foi feito pelo esforço de cadastro. Precisávamos da clareza que temos espaço fiscal disponível. Identificamos e viemos dar a tranquilidade para o presidente que tínhamos capacidade [de reajustar]".

A decisão gerou alertas de economistas quanto a potenciais efeitos nas contas públicas, na inflação e nos juros futuros, sendo classificada por alguns como eleitoreira. Apoiadores de Flávio manifestaram a intenção de acionar a Justiça Eleitoral em contestação ao reajuste. Adicionalmente, o governo sinalizou que estuda novas medidas voltadas ao combate ao endividamento das famílias.

Mercado internacional e preços do petróleo

No exterior, a retração nas cotações do petróleo influenciou o humor dos mercados. O barril do Brent, referência global, teve desvalorização de 1,05%, cotado a US$ 103,72, enquanto o contrato West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caiu 1,83%, fechando a US$ 100,04 o barril. O recuo foi influenciado pela notícia de que a Arábia Saudita teria se disponibilizado a enviar volumes adicionais da commodity por meio do Omã, atenuando temores de interrupção no fornecimento.

Nos Estados Unidos, as bolsas de Wall Street fecharam sem direção única nesta sexta-feira, em meio ao monitoramento dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo. O Dow Jones recuou 0,22%, ao passo que o S&P 500 avançou 0,12% e o Nasdaq Composite subiu 0,35%.

Na Europa, as bolsas registraram perdas generalizadas na quinta-feira, pressionadas principalmente por papéis dos setores de telecomunicações e automotivo. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 1,1%, atingindo 635,45 pontos. Na Alemanha, o DAX perdeu 1,60%; na França, o CAC-40 recuou 1,49%; e, no Reino Unido, o FTSE 100 caiu 1,45%.

Na Ásia, a maioria dos índices acionários encerrou o dia em alta, impulsionada pela expectativa em torno da reunião entre os presidentes da China e dos Estados Unidos programada para a próxima semana, além da repercussão da decisão do Banco do Japão de elevar a taxa básica de juros do país. O SSEC de Xangai ganhou 0,94%, o CSI300 avançou 1,06% e o Hang Seng de Hong Kong subiu 0,60%. O Nikkei japonês valorizou-se 1,38%, e o Kospi sul-coreano teve alta de 2,66%.

Desempenho acumulado de dólar e Ibovespa

  • Dólar: Acumulado da semana de +0,37%; acumulado do mês de -0,69%; acumulado do ano de -6,28%.
  • Ibovespa: Acumulado da semana de -1,06%; acumulado do mês de +4,40%; acumulado do ano de +14,96%.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/09/18/dolar-ibovespa.ghtml

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