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Dolly Parton: A trajetória da rainha do country que conquistou o mundo

Relembre a vida e o legado de Dolly Parton, a ícone da música country que faleceu aos 80 anos, deixando uma marca indelével na música, no cinema e na filantropia.

Redação•25 de ago. de 2026, 17:12
Dolly Parton: A trajetória da rainha do country que conquistou o mundo
Imagem: site

Dolly Parton: A trajetória da rainha do country que conquistou o mundo

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A despedida de um ícone da música

Dolly Parton, que superou origens humildes para alcançar o topo da música americana e se tornar uma das estrelas mais filantrópicas e amadas do país, morreu nesta terça-feira (25) em sua casa em Nashville, aos 80 anos. O comunicado, emitido por seu sobrinho Bryan Seaver, informou que Parton faleceu em paz. Uma cerimônia pequena e privada será realizada para familiares próximos.

Uma carreira de sucessos e composições memoráveis

Em uma trajetória de mais de meio século, Parton compôs mais de 3.000 músicas, capturando a essência da experiência americana. Entre suas obras mais famosas estão 'Coat of Many Colors', dedicada à sua mãe, e sucessos globais como 'Jolene' e 'I Will Always Love You'. A canção '9 to 5', tema do filme homônimo que ela também protagonizou, tornou-se um hino para as mulheres e trabalhadores americanos.

Ao todo, a artista lançou 49 álbuns e conquistou 11 prêmios Grammy, sendo uma das artistas mais bem-sucedidas na transição do country para o pop, com hits constantes como 'Islands in the Stream', gravado em dueto com Kenny Rogers.

A história por trás de 'I Will Always Love You'

Dolly Parton sempre se destacou como compositora. Um de seus maiores sucessos, 'I Will Always Love You', nasceu como um apelo ao seu parceiro de palco, Porter Wagoner, para que ela pudesse seguir carreira solo. Após Wagoner inicialmente ignorar seus planos, ela escreveu a canção e a cantou para ele, que se emocionou e aceitou a decisão. Anos depois, a regravação de Whitney Houston nos anos 1990 elevou a música a patamares globais ainda maiores.

Origens humildes e o início em Nashville

Nascida em 19 de janeiro de 1946 em uma cabana no Tennessee, Parton era a quarta de 12 filhos de uma família extremamente pobre. A música era onipresente em sua vida, influenciada por sua mãe e seu avô pastor. Ela ganhou seu primeiro violão na infância e começou a compor aos 7 anos. Logo após o ensino médio, mudou-se para Nashville, onde conheceu seu marido, Carl Thomas Dean. Em 1967, sua participação no 'The Porter Wagoner Show' deu visibilidade nacional à sua carreira.

Em 1974, ela decidiu seguir carreira solo, mantendo sempre o controle financeiro de suas obras por meio de sua própria editora musical. Um exemplo de sua visão de negócios foi quando recusou que Elvis Presley gravasse 'I Will Always Love You' porque o empresário dele exigia metade dos direitos de edição. Quando Whitney Houston gravou a faixa para o filme 'O Guarda-Costas', Parton faturou cerca de US$ 10 milhões em direitos autorais.

Estrela do cinema e defensora da igualdade

Sua transição para o cinema ocorreu em 1980 com 'Como Eliminar Seu Chefe'. A trilha sonora '9 to 5' tornou-se um marco na luta por igualdade no ambiente de trabalho. Parton também brilhou em 'Flores de Aço' (1989) e foi indicada ao Oscar por 'Travelin’ Thru', reafirmando seu apoio à aceitação universal e à comunidade LGBTQ+. Ela sempre defendeu que as pessoas deveriam ter a liberdade de ser quem são.

Legado filantrópico e contribuições sociais

Além da música, Parton construiu um império com o parque Dollywood, que gera milhares de empregos no Tennessee. No campo social, fundou a Imagination Library, que já doou mais de 300 milhões de livros para crianças. Durante a pandemia de Covid-19, ela doou US$ 1 milhão para ajudar a financiar o desenvolvimento da vacina da Moderna na Universidade Vanderbilt.

Vida pessoal e luto final

Parton viveu um casamento de 59 anos com Carl Dean, que faleceu em março de 2025. Após a perda do marido, a cantora enfrentou problemas de saúde e expressou dificuldade em continuar compondo. Em seus últimos vídeos, ela afirmou que ainda não estava pronta para partir e que tinha muito trabalho a realizar, deixando agora um legado eterno para a cultura mundial.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/pop/musica/dolly-parton-relembre-a-historia-da-rainha-da-musica-country-que-morreu/

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