As recentes atitudes do presidente americano Donald Trump em relação à Ucrânia têm gerado espanto e críticas por representarem o oposto dos princípios conservadores. Entre as ações de Trump destacam-se o anúncio da compra de diesel da Rússia, medida que sabota a arquitetura de sanções contra Vladimir Putin, e o conselho para que os ucranianos busquem um novo presidente favorável a um acordo de paz com traços de rendição.
Além disso, o mandatário americano anunciou um cessar-fogo energético sem alinhamento prévio com as partes envolvidas e ameaçou suspender a venda de armas e o compartilhamento de dados de inteligência, colocando a Ucrânia em uma situação insustentável. Analistas apontam que a postura de Trump em relação a Volodymyr Zelensky assemelha-se à da esquerda mais radical, distanciando-se de valores tradicionais da direita como nacionalismo, patriotismo, soberania e resistência a um autocrata.
Motivações eleitorais, como agradar à direita radical alinhada a figuras como Tucker Carlson antes das eleições de 3 de novembro, são debatidas por especialistas. No entanto, justificativas econômicas ligadas ao preço do diesel são consideradas inviáveis devido ao prazo exíguo e ao volume reduzido, além de esbarrarem na legislação de 2022 que proíbe o óleo russo nos Estados Unidos sem a certificação de retirada da Rússia, reconhecimento da soberania ucraniana e cessação de ameaças à Otan.
Diante da pressão e da dependência de armamentos e inteligência dos Estados Unidos, Zelensky acenou com a possibilidade de convocar eleições em troca de um cessar-fogo de sessenta dias, proposta que foi ridicularizada pelos russos. O cenário atual evidencia que Trump trata Zelensky como adversário e Putin como aliado, provocando questionamentos entre defensores dos princípios conservadores.
