O presidente Donald Trump apresentou neste domingo uma nova justificativa para a proposta de construção de um arco triunfal de 76 metros de altura em frente ao Cemitério Nacional de Arlington. Segundo o mandatário, a estrutura funcionará também como um complexo militar de alto nível.
De acordo com publicação na rede social Truth Social, a decisão atende a um pedido das Forças Armadas dos Estados Unidos e a questões de segurança nacional. O projeto prevê transformar o arco — planejado para o Receptive Circle, ao lado da Ponte Memorial de Arlington — em uma instalação militar.
Trump afirmou que o local deverá abrigar, armazenar e possibilitar o uso rápido de grandes quantidades de drones, além de contar com atiradores de elite no telhado e nas áreas da praça, com armazenamento de munição para os oficiais. "Não haverá nenhuma instalação como esta em nenhum lugar do mundo", declarou.
O empreendimento faz parte de uma série de iniciativas promovidas por Trump para remodelar a capital norte-americana, gerando contestações judiciais de grupos de preservação histórica e opositores. Veteranos processam o governo para barrar a obra, argumentando que a imponente estrutura prejudicaria a visibilidade entre o Memorial de Lincoln, o Cemitério de Arlington e a Arlington House, além de exigir aprovação do Congresso.
A National Capital Planning Commission concedeu aprovação preliminar ao local e aos planos apresentados pelo Departamento do Interior dos EUA, sendo a data mais precoce para a aprovação final o dia 1º de outubro. O Pentágono recusou-se a comentar sobre o assunto, e a Casa Branca foi contatada para novos detalhes.
Um relatório do National Park Service divulgado no mês passado apontou efeitos adversos sobre marcos históricos locais, mas concluiu que a obra deve permanecer no local escolhido por ser inerentemente dependente da localização. Em 3 de setembro, o secretário do Interior, Doug Burgum, afirmou que as escavações começariam nas duas semanas seguintes, embora documentos judiciais posteriores tenham indicado que os trabalhos planejados envolvem levantamentos arqueológicos para cumprimento de leis de preservação histórica.
A Administração Federal de Aviação informou na semana passada que a estrutura não interferirá nas operações do Aeroporto Nacional Ronald Reagan de Washington. O argumento de segurança nacional utilizado por Trump no projeto do arco é semelhante à justificativa adotada anteriormente na construção do salão de baile da Casa Branca, cuja continuidade foi autorizada pela Suprema Corte no mês passado.
