O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira, 20, a intenção de aplicar mais de US$ 400 milhões — o equivalente a cerca de R$ 2 bilhões — no apoio ao Partido Republicano rumo às eleições de meio de mandato, programadas para 3 de novembro.
Por meio de uma postagem na rede social Truth Social, o líder norte-americano detalhou que mais de US$ 300 milhões já foram direcionados para iniciativas como publicidade, comícios, mobilização de eleitores e frentes de trabalho voltadas à integridade eleitoral. O chefe de Estado justificou o aporte financeiro apontando sua confiança na legenda e em suas diretrizes, mencionando ainda acontecimentos na França e em outras regiões da Europa.
“Por acreditar no Partido Republicano e em todas as nossas políticas e princípios, e especialmente depois de testemunhar o que está acontecendo na França e em outros lugares da Europa, tenho o prazer de anunciar que, em relação às eleições de meio de mandato mais importantes da história do nosso país, já gastei ou gastarei mais de 400 milhões de dólares até o dia da eleição”, declarou o presidente, sem especificar se a quantia tem origem em seus recursos particulares.
Contexto político e eleições de meio de mandato
A revelação acontece em um cenário de forte pressão sobre os republicanos, que buscam manter margens estreitas de maioria tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado. O pleito de novembro colocará em disputa a totalidade das 435 vagas da Câmara e 35 posições no Senado.
Historicamente, as eleições de meio de mandato costumam resultar em desvantagens para o governante vigente, que frequentemente absorve críticas decorrentes da insatisfação popular. Atualmente, Donald Trump registra uma taxa de aprovação de 32%, a menor de sua trajetória política, pressionada principalmente pela alta na inflação e nos preços dos combustíveis em decorrência do conflito no Oriente Médio.
Diante do risco real de que o Partido Democrata recupere o domínio de uma ou de ambas as casas legislativas — um cenário registrado apenas quatro vezes nas últimas cinco décadas —, eleitores manifestam apreensão quanto à postura do presidente americano, considerando seu histórico de contestação a reveses eleitorais.
