O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (16) que poderá impor tarifas pesadas ou interromper o comércio com a Europa em vários setores caso o bloco europeu avance com a proposta de tornar o Canadá seu primeiro país membro associado.
A iniciativa foi apresentada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante seu discurso anual sobre o Estado da União, em Estrasburgo, na França, com a presença do primeiro-ministro canadense, Mark Carney. Von der Leyen defendeu a criação de laços mais profundos entre os aliados para fortalecer economias e democracias diante de um contexto global marcado por tensões comerciais com os EUA, uma China assertiva e o risco de guerra nas fronteiras da Europa devido à invasão da Ucrânia pela Rússia.
Em declaração a repórteres a caminho de um evento na Carolina do Norte, Trump classificou a proposta como "risível" e afirmou que a considerará um ato hostil se ela prosseguir. Por sua vez, a Comissão Europeia sustentou que a medida sugerida por von der Leyen não representa um ato hostil.
A proposta de associação ainda necessita de detalhamento e de aprovação unânime dos países-membros da União Europeia para entrar em vigor. No Canadá, a aprovação popular para uma eventual adesão divide opiniões: pesquisa da Abacus Data realizada no início de abril apontou que 49% dos entrevistados apoiariam a entrada do país no bloco, enquanto o líder da oposição conservadora, Pierre Poilievre, criticou a iniciativa nas redes sociais, afirmando que o país nunca será o 51º estado dos EUA nem o 28º estado da UE.
