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Economia

Donald Trump e Xi Jinping se reúnem nos EUA para negociar tarifas, terras raras, agro e inteligência artificial

Donald Trump e Xi Jinping reúnem-se na Casa Branca para negociar tarifas, terras raras, soja, chips e inteligência artificial.

Redação•24 de set. de 2026, 14:11
Donald Trump e Xi Jinping se reúnem nos EUA para negociar tarifas, terras raras, agro e inteligência artificial
Imagem: site

Donald Trump e Xi Jinping se reúnem nos EUA para negociar tarifas, terras raras, agro e inteligência artificial

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, reúnem-se nesta quinta-feira (24) na Casa Branca, em Washington. O encontro tem como objetivo debater os próximos passos da relação comercial e geopolítica entre as duas maiores economias globais, com uma pauta que engloba tarifas, terras raras, compras agrícolas, inteligência artificial, chips, aviação, investimentos e temas geopolíticos como Taiwan e Irã.

A cúpula ocorre após os dois países concordarem em prorrogar até 10 de janeiro de 2027 a trégua comercial que venceria em novembro, concedendo mais tempo para avanços em acordos pendentes. A visita de Estado de Xi aos Estados Unidos marca a primeira viagem do líder chinês ao país desde 2015 e coincide com a agenda da Assembleia Geral da ONU.

Para o professor de Relações Internacionais da ESPM Roberto Uebel, o momento da visita está vinculado à presença de Xi nos EUA devido à agenda internacional, e não a cálculos sobre as eleições americanas. Uebel avalia que a reunião reflete a tentativa de Trump de adotar uma estratégia de “minilateralismo”, focada em acordos bilaterais em detrimento de negociações em organismos multilaterais.

Principais pontos em negociação

  • Tarifas: As conversas envolvem a retirada mútua de taxas sobre aproximadamente US$ 30 bilhões em produtos não sensíveis, além de discussões sobre custos cobrados de navios chineses em portos americanos e outras barreiras logísticas.
  • Terras Raras: A China domina cerca de 70% da mineração mundial desses minerais, 85% do refino e 90% da produção de ligas e ímãs, utilizando controles de exportação como pressão. Os EUA buscam alternativas para garantir um fluxo previsível de minerais críticos.
  • Agronegócio: Pequim comprometeu-se a adquirir 25 milhões de toneladas de soja americana anualmente até 2028 e pelo menos US$ 17 bilhões por ano em outros produtos agrícolas dos EUA em 2026, 2027 e 2028. Dados do USDA mostram que até 10 de setembro já haviam sido confirmadas vendas de quase 10 milhões de toneladas da safra atual para a China.
  • Inteligência Artificial e Tecnologia: Os EUA aplicam restrições ao acesso chinês a chips avançados e tecnologias estratégicas, enquanto Pequim busca flexibilização. Uma das propostas prevê um canal direto de comunicação para evitar incidentes graves envolvendo inteligência artificial.
  • Acordos Empresariais: A agenda contempla o avanço na compra de 200 aeronaves comerciais da Boeing pela China, além de discussões sobre serviços financeiros e investimentos.

Impactos para o Brasil

As negociações entre Washington e Pequim reverberam diretamente no comércio global e afetam de maneira particular o Brasil em dois setores centrais:

  • Soja e Agro: Com a ampliação dos compromissos de compra de produtos agrícolas americanos pela China, intensifica-se a concorrência pelo mercado chinês, o que pode influenciar os preços internacionais e as cotações em Chicago.
  • Terras Raras: Embora o Brasil possua grandes recursos minerais, sua participação na produção e no processamento ainda é reduzida. O professor Roberto Uebel aponta que o país tem buscado diversificar parcerias no setor ao longo do ano com parceiros como União Europeia, Austrália e Canadá para diminuir riscos e dependências. A busca internacional por fornecedores alternativos aos minerais chineses pode ampliar o interesse por projetos brasileiros.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/09/24/trump-xi-negociacoes-encontro.ghtml

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