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Donald Trump protagoniza sequência de episódios atípicos na reta final das eleições de meio de mandato

Donald Trump protagoniza sequência de episódios atípicos a semanas das eleições de meio de mandato, incluindo propostas a eleitores, restrições à imprensa e declarações sem comprovação.

Redação•20 de set. de 2026, 13:41
Donald Trump protagoniza sequência de episódios atípicos na reta final das eleições de meio de mandato
Imagem: site

Donald Trump protagoniza sequência de episódios atípicos na reta final das eleições de meio de mandato

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem adotado uma conduta notável e atípica ao longo de um período de 12 dias, em meio à aproximação das eleições de meio de mandato, previstas para o início de novembro. A sequência de episódios inclui propostas financeiras a eleitores, ameaças sobre ajuda a desastres, declarações sem comprovação e restrições de acesso à imprensa na Casa Branca.

Entre as ações recentes, Trump ofereceu US$ 5 mil a cidadãos adultos americanos, condicionados à manutenção da maioria republicana na Câmara e no Senado. A proposta foi classificada por eleitores registrados como inapropriada na proporção de 66% a 18%, sendo vista por críticos e até por republicanos como uma troca de favores.

Na quarta-feira (16), o presidente fez uma ameaça em tom de brincadeira de reter ajuda a desastres na Carolina do Norte caso o estado eleja um senador democrata. Embora tenha afirmado estar brincando, o episódio gerou críticas. No mesmo dia, na Carolina do Norte, Trump ameaçou suspender grandes parcelas do comércio exterior caso o Federal Reserve não reduza as taxas de juros, mencionando a possibilidade de arrecadar pelo menos US$ 1,5 trilhão anualmente ao interromper o comércio com países com os quais os EUA possuem déficit.

Outro ponto de destaque ocorreu às vésperas do 25º aniversário do 11 de setembro, quando Trump relatou uma história não confirmada e considerada enganosa sobre bombeiros que o teriam carregado no Ground Zero por temor de colapso de um edifício. Além disso, na mesma semana, ele afirmou sem evidências que a tentativa de assassinato sofrida em 2024 em Butler, na Pensilvânia, integrou um complô democrata para retirá-lo da eleição. O diretor do FBI, Kash Patel, testemunhou no dia 23 de janeiro de 2026 que não há nenhuma evidência de envolvimento de terceiros ou de que o atirador Thomas Crooks conversasse com outras pessoas além de seus pais.

Na sexta-feira (18), a administração proibiu a entrada de veículos de comunicação na Casa Branca, incluindo CNN, Politico e MS NOW, com efeito imediato, resultando no confisco de credenciais e na negação de acesso a jornalistas e fotógrafos. O episódio pegou assessores de surpresa.

Outros episódios marcaram o período recente:

  • Suprema Corte: Na terça-feira (15), Trump sugeriu que os juízes que indicou podem ter deturpado suas intenções, chamando-os de meras sombras de si mesmos.
  • Política Externa: Rompeu com o protocolo tradicional ao elogiar a perspectiva de reunificação da Irlanda.
  • Inteligência Artificial: Classificou as preocupações com a segurança da IA como uma farsa.
  • Kennedy Center: Passou a semana buscando formas judiciais de colocar seu nome no local, sugerindo que pode deixar a instituição definhar caso não consiga o intento.
  • Cemitério Nacional de Arlington: Afirmou desejar que seu proposto arco triunfal abrigue um complexo militar com drones e atiradores de elite.

Pesquisas recentes da Fox News e da CNN apontam declínio na confiança dos americanos nas capacidades de liderança de Trump. Os levantamentos indicam que 67% dos entrevistados afirmam que ele não considera cuidadosamente decisões importantes, 71% avaliam que ele não possui temperamento equilibrado, e mais de 7 em cada 10 adultos afirmam que ele não tem um plano para a guerra com o Irã.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/analise-trump-tem-12-dias-especialmente-estranhos-ate-para-ele/

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