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Donald Trump tem baixa presença em anúncios de TV do Partido Republicano para as eleições de meio de mandato

Análise aponta que Trump é raramente mencionado em anúncios de TV do Partido Republicano para as eleições de meio de mandato, enquanto democratas intensificam citações ao presidente.

Redação•20 de set. de 2026, 13:39
Donald Trump tem baixa presença em anúncios de TV do Partido Republicano para as eleições de meio de mandato
Imagem: site

Donald Trump tem baixa presença em anúncios de TV do Partido Republicano para as eleições de meio de mandato

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O presidente Donald Trump tem registrado uma presença reduzida na propaganda televisiva do Partido Republicano para as eleições de meio de mandato (midterms). Uma análise realizada pela CNN com base em dados da AdImpact aponta que o mandatário desempenha um papel secundário ou é raramente citado nos espaços publicitários financiados pelos republicanos nas principais disputas do ano.

Entre os dias 1º e 15 de setembro, os republicanos exibiram apenas 12 anúncios de TV citando Trump, o que representou um investimento de cerca de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,1 milhões). O montante contrasta com o volume total da campanha no período, que ultrapassou 500 anúncios e somou mais de US$ 160 milhões (cerca de R$ 825,4 milhões), indicando que menos de 1% dos gastos publicitários do partido mencionaram o presidente de forma específica.

A ausência do nome de Trump na publicidade ocorre em meio a uma taxa de aprovação nacional de 36%, apontada pelo levantamento "Poll of Polls" da CNN. Estrategistas e assessores republicanos avaliaram que a prioridade do partido para manter a maioria no Senado envolve definir a imagem de candidatos democratas e tentar torná-los inaceitáveis para os eleitores, em vez de promover o nome do presidente. Um estrategista republicano afirmou, sob condição de anonimato, que o presidente não é o melhor porta-voz da legenda no momento.

Grupos externos e focos de campanha

Grupos externos alinhados a Trump, como o "super PAC" MAGA Inc. e o novo No Going Back PAC — que declarou dispor de mais de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) —, investiram pesadamente em compras de espaço publicitário para o outono. Contudo, essas peças têm priorizado ataques a adversários democratas, como Abdul El-Sayed em Michigan, Sherrod Brown em Ohio e Roy Cooper na Carolina do Norte, sem focar na figura de Trump. Até o momento, propostas como o pagamento de US$ 5.000 a adultos americanos aventadas pelo presidente ou suas declarações sobre a economia não têm aparecido com destaque nos comerciais financiados por seus aliados.

Apesar da tendência geral de distanciamento, alguns candidatos republicanos em distritos decisivos optaram por se alinhar ao presidente. O deputado republicano Mike Lawler, de Nova York, veiculou peças destacando sua parceria com Trump na lei "One Big Beautiful Bill Act" e incluiu trechos de elogios feitos pelo presidente em um comício.

Estratégia dos democratas

Em sentido oposto, os democratas intensificaram menções a Trump em suas campanhas publicitárias para tentar conquistar o controle da Câmara e do Senado. Conforme a análise da CNN, os democratas gastaram quase US$ 23 milhões (cerca de R$ 118,7 milhões) na veiculação de 95 anúncios que citaram o presidente na primeira quinzena de setembro, montante que equivale a um quinto de seus gastos totais no período. As peças buscam vincular a imagem de Trump a candidatos republicanos, a exemplo de inserções voltadas a Mike Rogers em Michigan e à senadora Susan Collins no Maine.

Abordagem sobre tributação

Na tentativa de mobilizar o eleitorado sem afastar aqueles insatisfeitos com os rumos do país, campanhas republicanas direcionaram recursos expressivos para temas econômicos. Os republicanos veicularam mais de 200 anúncios sobre tributação em setembro, totalizando gastos superiores a US$ 70 milhões (aproximadamente R$ 361 milhões) — o equivalente a dois quintos do orçamento publicitário do período —, com foco em cortes de impostos previstos na lei "One Big Beautiful Bill Act" e reduções de tributos sobre gorjetas, horas extras e Previdência Social, conforme divulgado por candidatos como a deputada Ashley Hinson e o senador Jim Risch.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/trump-some-de-propaganda-dos-republicanos-para-as-midterms/

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