O estado do Pará conta com 6,2 milhões de eleitores que irão escolher um governador entre os oito concorrentes no pleito. Entre os nomes está o de Dr. Daniel Santos (Podemos), ex-prefeito de Ananindeua, município situado na região metropolitana de Belém.
Daniel Barbosa Santos tem 40 anos e nasceu em Açailândia, no Maranhão, mudando-se para o Pará aos 3 anos de idade com a família. É formado em Medicina pela UEPA (Universidade do Estado do Pará), com especialização nas áreas de ginecologia e obstetrícia.
Trajetória política
O médico iniciou sua trajetória na política em 2012, quando eleito vereador de Ananindeua pelo PSDB (Partido Social da Democracia Brasileira). Foi reeleito ao cargo em 2016 e assumiu a presidência da Câmara Municipal.
No decorrer do mandato de vereador, em 2018, Daniel elegeu-se deputado estadual e assumiu também a presidência da Alepa (Assembleia Legislativa do estado do Pará). Em 2020, migrou para o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e venceu a eleição para a Prefeitura de Ananindeua ainda no primeiro turno, registrando 67,7% dos votos.
No último ano de seu mandato no Executivo municipal, em 2024, filiou-se ao PSB (Partido Socialista Brasileiro) e garantiu a reeleição. Permaneceu no cargo até o início do ano, quando renunciou para concorrer ao governo estadual. Para a disputa atual, filiou-se ao Podemos e teve a candidatura oficializada em 4 de agosto, durante a convenção estadual da legenda.
Tendo Ellayne de Almeida (PL) como vice, a chapa integra a coligação O Pará é do Povo, formada por PL (Partido Liberal), Novo, DC (Democracia Cristã), Solidariedade e PRD (Partido Renovação Democrática). Representando a oposição no estado, o político concorre com o apoio do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Propostas de governo
Amparado por sua formação médica, Daniel elege a saúde como um dos pilares de sua campanha ao governo paraense, defendendo um modelo de atendimento que atenda às necessidades estaduais, considerando a extensão geográfica marcada por rios e áreas de floresta que dificultam o acesso a certas populações.
O plano de governo protocolado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) abrange ainda temas como desenvolvimento econômico, educação, segurança pública, infraestrutura, desenvolvimento humano e cultural, além de priorizar a Amazônia ao associar o crescimento financeiro à preservação do bioma.
“Nossa visão parte de um princípio simples: a floresta precisa gerar benefícios concretos para quem vive nela”, aponta o documento.
O plano inclui o capítulo “Pará 2030”, com estratégias voltadas ao desenvolvimento de médio e longo prazo para a próxima década. O objetivo, segundo o candidato, é elevar o estado além de sua dimensão territorial e de recursos naturais, destacando-o pela qualidade de vida, serviços públicos de excelência e economia forte.
Operação Hades
Em agosto de 2025, Dr. Daniel Santos foi alvo da Operação Hades, realizada pelo MPPA (Ministério Público do Estado do Pará) para investigar um esquema de corrupção na administração municipal de Ananindeua. A ação resultou no seu afastamento cautelar determinado pelo TJ-PA (Tribunal de Justiça do Pará), fundamentado em indícios de fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e tentativa de interferência nas investigações.
A força-tarefa cumpriu mandados de busca e apreensão na Região Metropolitana de Belém, em municípios do interior e em outros estados. Entre os itens apreendidos estavam 16 relógios de luxo avaliados em mais de R$ 3 milhões.
A determinação judicial de afastamento baseou-se em indícios de corrupção, além de provas relativas à coação de testemunhas e ao uso indevido do poder econômico para obstruir as apurações, identificando também transferências financeiras suspeitas.
Na época, o então prefeito negou as acusações e classificou a operação como perseguição política: “Pediram meu afastamento baseado em uma história mentirosa, sem ao menos me dar oportunidade de me defender”.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/quem-e-dr-daniel-santos-candidato-ao-governo-do-para/
