O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que utilizará o teor de um julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) realizado no dia 15 como fundamento para solicitar novas sanções dos Estados Unidos contra magistrados brasileiros. A declaração foi divulgada por ele em sua conta na rede social X (antigo Twitter).
Segundo o ex-parlamentar, o material da sessão está preparado para ser apresentado em Washington, DC, onde ele espera o início de uma nova rodada de penalidades. O posicionamento de Eduardo Bolsonaro — conhecido como o filho "Zero Três" do ex-presidente Jair Bolsonaro — surgiu em resposta direta a manifestações feitas durante o julgamento pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.
Durante a sessão, o ministro Flávio Dino mencionou matérias jornalísticas que projetavam novas sanções norte-americanas contra autoridades do Brasil e criticou a hipótese, classificando a iniciativa como uma forma de pressão ilegítima do governo dos Estados Unidos para influenciar julgamentos da Justiça brasileira.
Em sua defesa nas redes sociais, após ser apontado como articulador de medidas restritivas e alvo de críticas por parte de setores da própria direita devido aos reflexos econômicos no país, Eduardo Bolsonaro argumentou que a medida não fere a soberania. “A punição internacional de criminosos não ofende a soberania nacional, muito menos nossa Constituição”, declarou, buscando direcionar os ataques especificamente aos magistrados.
Desde o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos em janeiro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes foi o único integrante do STF penalizado diretamente pela Casa Branca, por meio da Lei Magnitsky — instrumento que possibilita o bloqueio de ativos financeiros e a proibição de entrada de estrangeiros sem aval do Congresso. Outros magistrados, como Gilmar Mendes e Flávio Dino, enfrentaram a suspensão temporária de seus vistos norte-americanos no mesmo ano. Conforme o texto, todas as sanções e medidas aplicadas anteriormente pela Casa Branca contra os magistrados já foram revogadas.
