Enquanto o diretório nacional do PSD tenta reverter o resultado da eleição para o governo do Rio de Janeiro no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) voltou a admitir a sua derrota na disputa. A manifestação ocorreu nas redes sociais, em uma transmissão ao lado do deputado federal eleito Marcelo Freixo (PT).
Durante a conversa, Paes declarou que pretende seguir defendendo as realizações do atual governo federal liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado. “Infelizmente, não deu. Perdemos para essa turma, mas o tempo vai mostrar. A gente torce para dar certo, mas, infelizmente, eu acho que não vai dar não. Mas vamos ganhar no Brasil”, afirmou o ex-prefeito. Ele ainda relatou ter passado três dias em um sítio se recuperando do revés eleitoral.
O político enfatizou que continuará atuando na capital e em todo o estado para evidenciar quais lideranças entregam resultados para a população, destacando investimentos em áreas como saúde e mobilidade urbana. “Tem uma discussão política e ideológica, mas tem uma discussão sobre entrega. Isso que muda a vida da gente e que vai continuar mudando o Rio e o Brasil”, pontuou.
Ação do PSD no Supremo Tribunal Federal
A movimentação do PSD no STF, protocolada na quarta-feira (14), busca restabelecer o segundo turno entre Eduardo Paes e Douglas Ruas (PL). A legenda contesta a exclusão dos 274.411 votos atribuídos a Anthony Garotinho (Republicanos) do cálculo geral que define a necessidade de uma nova etapa de votação.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) procedeu com a retotalização e o recálculo dos votos no sábado (10), após a remoção do montante de Garotinho. Com isso, Douglas Ruas atingiu 50,88% dos votos válidos, vencendo o pleito ainda no primeiro turno, enquanto Eduardo Paes obteve 44,16%.
Diante desse cenário, a ação do PSD requer a suspensão de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pleiteia que o segundo turno seja realizado em 25 de outubro. Anteriormente, em 8 de outubro, Paes já havia reconhecido publicamente a derrota, ocasião em que declarou respeito à decisão judicial — embora avaliasse que ela contrariava a vontade dos eleitores — e prometeu fiscalizar o governo eleito.
