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Economia

Educação financeira: jovens devem participar de decisões do dinheiro

Especialista do UBS aponta que envolver jovens em decisões financeiras e promover educação desde cedo é fundamental para combater o endividamento.

Redação•11 de out. de 2026, 11:41
Educação financeira: jovens devem participar de decisões do dinheiro
Imagem: site

Educação financeira: jovens devem participar de decisões do dinheiro

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Em um cenário marcado pelo alto endividamento da população brasileira, especialistas apontam a urgência de preparar as novas gerações para uma relação equilibrada com o dinheiro. Durante entrevista ao CNN Money, Yuri Freitas, representante do UBS Global Wealth Management, afirmou que a inclusão dos jovens nas deliberações financeiras do núcleo familiar representa uma etapa essencial nessa preparação.

Para Freitas, é preciso separar o conhecimento financeiro do comportamento financeiro. Embora o repasse de conceitos técnicos — como inflação, IPCA e tributação — seja relevante, as crianças absorvem de forma precoce as mensagens implícitas transmitidas pelos pais. "Desde como essa família lida com momentos de crise, como esse pai se comporta com tomada de risco, se esses pais têm o perfil de poupar — tem muito na relação entre pais e filhos que não é dito", declarou.

O papel da família e das instituições de ensino

O especialista sugeriu que os responsáveis insiram os filhos nas conversas sobre finanças de forma progressiva, iniciando por valores, princípios e pelo padrão de vida familiar, evoluindo para o senso de responsabilidade e, por fim, para estruturas e conceitos financeiros práticos. Além disso, Freitas destacou a importância das escolas nesse aprendizado. "Se a gente pudesse contar também com o apoio das escolas... se as famílias não são capazes de prover esse conhecimento, as escolas têm um papel importantíssimo, sim", pontuou.

Idade ideal para conceitos técnicos e ferramentas práticas

Sobre a introdução de noções mais técnicas do mercado financeiro, Freitas apontou o período entre 13 e 17 anos como a fase mais apropriada, ressaltando que o grau de maturidade varia para cada jovem. Entre as estratégias sugeridas estão o uso de carteiras fictícias de investimentos — permitindo o acompanhamento de mercado e a vivência com eventuais perdas — e a adoção da mesada como instrumento pedagógico vinculado a escolhas reais e doações.

A autonomia financeira, segundo o especialista, deve ser construída passo a passo:

  • Transição do controle total para a inclusão da criança nas escolhas;
  • Abertura para aceitar sugestões do jovem;
  • Permissão para que o jovem tome decisões e eventualmente perca dinheiro, transformando o equívoco em aprendizado.

Raiz do endividamento no país

Questionado se o endividamento brasileiro decorre da falta de conhecimento ou de comportamentos deficitários, Freitas apontou a defasagem educacional como o principal problema. "A falta de conhecimento é a base para você mudar o comportamento. E hoje falta essa base. Sem dúvida nenhuma, o conhecimento hoje é o que mais me preocupa, a falta dele", concluiu.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/seu-bolso/meu-dinheiro/educacao-financeira-jovens-precisam-ser-envolvidos-nas-decisoes-diz-ubs/

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