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Eleição em Minas Gerais aponta para segundo turno polarizado entre Lula e Flávio

Pesquisas indicam que a disputa pelo governo de Minas Gerais afunila para um segundo turno polarizado entre Cleitinho Azevedo e Patrus Ananias, refletindo o duelo nacional entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Redação•27 de set. de 2026, 10:30
Eleição em Minas Gerais aponta para segundo turno polarizado entre Lula e Flávio
Imagem: site

Eleição em Minas Gerais aponta para segundo turno polarizado entre Lula e Flávio

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A corrida eleitoral pelo governo de Minas Gerais caminha para reproduzir no estado o duelo polarizado entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Com 10% do eleitorado nacional, o segundo maior colégio eleitoral do país registrou um total de onze postulantes ao cargo executivo estadual, o maior número entre as 27 unidades da federação, impulsionado por uma indefinição generalizada de candidaturas na pré-campanha.

A menos de duas semanas para o primeiro turno, as pesquisas indicam o afunilamento da disputa. De um lado, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera as sondagens desde que seu nome passou a ser ventilado, registrando quase 40% das intenções de voto e enfrentando forte artilharia dos adversários. Embora seja filiado a uma legenda que se declara neutra na corrida presidencial, Cleitinho faz campanha para Flávio Bolsonaro. Apesar da dianteira, pesquisas recentes apontam margens apertadas em um eventual segundo turno: o levantamento da Real Time Big Data de segunda-feira (21) mostra Cleitinho com 43% contra 42% de Patrus Ananias; na AtlasIntel de quarta-feira, a vantagem é de 53,1% a 41,1%; já na Quaest, também publicada na quarta, o senador pontua 50% ante 26% do adversário petista.

Do outro lado, o ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro Patrus Ananias (PT) ganhou tração e consolidou-se isoladamente na segunda colocação em todos os principais levantamentos, aproximando-se de Cleitinho na AtlasIntel (39,3% a 31%). Apoiado por PT, PSB, PSOL e Rede, Patrus aposta no recall de sua gestão municipal entre 1993 e 1996. Seu principal desafio tem sido superar a imagem deixada pelo governo de Fernando Pimentel em Minas Gerais. Murilo Medeiros, cientista político da UnB, avalia que, com o centro e a centro-esquerda fragmentados, Patrus ganha vantagem por herdar o capital político de Lula no estado.

A provável disputa no segundo turno reflete o empate numérico entre os presidenciáveis no recorte estadual, ambos com 40%, segundo a Quaest. O cenário espelha o pleito de 2022, quando Lula venceu Jair Bolsonaro em Minas por 50,2% a 49,8%. Felipe Nunes, diretor da Quaest, aponta que o estado funciona como termômetro brasileiro diante da temperatura de uma eleição aberta.

Enquanto Flávio Bolsonaro atinge 30% no primeiro turno no estado, seu candidato oficial, o empresário Flávio Roscoe (PL), registra cerca de 5% das intenções de voto. O presidenciável tem contado com o apoio do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), com quem realizou agendas em Teófilo Otoni e Governador Valadares. Por sua vez, o governador Mateus Simões (PSD), com 7% na Quaest, viu seu campo à direita fragmentado e sofreu com o desempenho da candidatura presidencial de Romeu Zema, que marcou 2% na mesma pesquisa. Simões tenta se posicionar como o único palanque puro para Flávio no segundo turno, argumentando que Cleitinho já buscou votos de eleitores de Lula.

As articulações para o segundo turno já movimentam os bastidores. Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, aposta na união da direita mineira em torno de Cleitinho e planeja buscar o apoio de Simões. Na esquerda, a candidata ao Senado Marília Campos (PT) defende uma frente ampla progressista. Contudo, a composição de alianças encontra resistências com figuras como o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) e o ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB), que somam 10 pontos na Quaest. Kalil tem buscado se distanciar da esquerda, enquanto Gabriel Azevedo criticou a candidatura de Patrus por funcionar apenas como palanque presidencial.

Com o encerramento provável de disputas estaduais em primeiro turno em outros grandes colégios eleitorais, Minas Gerais tende a concentrar as atenções das campanhas nacionais de Lula e Flávio, mantendo a tradição histórica de ser o estado decisivo para a definição da Presidência da República.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/disputa-eleitoral-em-minas-caminha-para-reproduzir-duelo-polarizado-entre-lula-e-flavio/

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