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Eleição nos EUA: candidatos travam disputa política sobre consumo de carne

Candidatos nas eleições dos Estados Unidos utilizam o consumo e os preços da carne em disputas políticas por votos em diferentes regiões do país.

Redação•18 de out. de 2026, 04:30
Eleição nos EUA: candidatos travam disputa política sobre consumo de carne
Imagem: site

Eleição nos EUA: candidatos travam disputa política sobre consumo de carne

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Nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, o debate político tem integrado discussões sobre o consumo de carne, com democratas e republicanos rivalizando para demonstrar quem apoia mais o alimento em meio a temas como a guerra com o Irã e os preços elevados.

Um dos episódios ocorreu no Mississippi, onde o candidato democrata ao Senado, Scott Colom, divulgou um vídeo com uma declaração da senadora republicana Cindy Hyde-Smith. Na gravação, a parlamentar afirma que, diante do descontentamento com os altos preços da carne bovina, os consumidores dispõem de "muitas outras opções de proteína para escolher". Em resposta, a peça publicitária mostra um homem preparando hambúrgueres na churrasqueira e declarando preferir "escolher outro senador".

Enquanto no Mississippi a ofensiva partiu do candidato democrata, em outras regiões do país o cenário é inverso. Candidatos republicanos têm buscado retratar opositores democratas como adeptos do veganismo ou contrários à carne, com o objetivo de apresentá-los como culturalmente distantes dos eleitores, hostis às indústrias pecuárias locais ou considerados pouco masculinos.

No Texas, adversários políticos resgataram uma manifestação de 2022 do candidato democrata ao Senado James Talarico, na qual ele celebrava a decisão de sua campanha de interromper a compra de carne para adquirir exclusivamente produtos veganos em comércios locais. Como resposta aos questionamentos sobre sua autenticidade como texano, Talarico passou a ser visto publicamente consumindo churrasco.

Situação semelhante ocorre no Colorado, onde o candidato democrata ao Congresso Manny Rutinel, de 31 anos, enfrenta o republicano Gabe Evans no 8º distrito congressional, uma área com forte presença de fazendas, ranchos, laticínios e instalações de processamento de carne, como a sede da JBS Swift.

O histórico de Rutinel tem sido explorado por republicanos devido ao seu ativismo anterior contrawiajądo a pecuária industrial. Registros apontam que ele foi fotografado na faculdade vestindo uma faixa da PETA, fundou em 2021 a organização Climate Refarm — voltada à defesa da redução no consumo de carne —, assinou cartas favoráveis a tributos mais altos sobre laticínios e carne bovina, e apoiou uma iniciativa de 2024 para banir um abatedouro de cordeiros em Denver.

O grupo conservador de mídia Daily Wire veiculou um vídeo oculto no qual um integrante da campanha de Rutinel afirma que o candidato consome carne "o mínimo possível". Para contrapor as críticas, Rutinel tem feito aparições públicas comendo tacos de carne e recebeu o respaldo do sindicato dos trabalhadores da indústria frigorífica.

"Não acho que os moradores do Colorado se importem com o que está no meu prato", declarou Rutinel após uma atividade de campanha, acrescentando que a preocupação real da população seria pagar pelo alimento. Por sua vez, o republicano Gabe Evans pontuou que o debate transcende hábitos alimentares individuais: "Não me importo com o que ele come pessoalmente. Importa-me que ele queira usar o poder do governo para fazer todo mundo comer dessa forma."

Fonte: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2026/10/18/a-eleicao-do-churrasco-por-que-candidatos-nos-eua-estao-disputando-quem-gosta-mais-de-carne.ghtml

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