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Eleição suplementar em Itaguaí: entenda o imbróglio político no RJ

Município de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, terá eleição suplementar para prefeito após série de impasses judiciais e políticos.

Redação•16 de out. de 2026, 13:31
Eleição suplementar em Itaguaí: entenda o imbróglio político no RJ
Imagem: site

Eleição suplementar em Itaguaí: entenda o imbróglio político no RJ

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O município de Itaguaí, situado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e com 116 mil habitantes, prepara-se para ir às urnas no próximo dia 25 para escolher um novo prefeito, em decorrência de uma longa crise política.

Na última eleição municipal, Rubem Vieira de Souza, conhecido como Dr. Rubão (Podemos), registrou a maior votação. Contudo, a validade de sua candidatura foi contestada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) sob a alegação de que a reeleição configuraria um terceiro mandato consecutivo, prática vedada pela Constituição Federal.

O imbróglio teve início em 2020, quando Dr. Rubão ocupava a presidência da Câmara Municipal e assumiu a prefeitura de julho até o final daquele ano, após o afastamento do prefeito e do vice. Ele concorreu ao cargo no mesmo pleito e venceu, voltando a disputar a cadeira em 2024.

Em 2025, o presidente da Câmara, Haroldinho Jesus (PDT), assumiu o governo municipal. Posteriormente, no mesmo ano, Dr. Rubão retornou ao cargo amparado por uma liminar. No entanto, a permanência foi breve: no final de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) revogou a decisão, recolocando o vereador na gestão interina do município. Em junho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou definitivamente o ex-prefeito e ordenou a realização de uma eleição suplementar.

Haroldinho disputa o pleito e concorre contra outras cinco chapas. Na quinta-feira, 15, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) indeferiu a candidatura de Keilane Goulart (Novo). A decisão baseou-se no artigo do Código Eleitoral que veda o registro de uma mesma pessoa para cargos distintos em mais de uma circunscrição eleitoral.

A candidata mantinha dois registros ativos simultaneamente: um para deputada federal, âmbito em que terminou como suplente após somar 6.404 votos, e outro para a prefeitura de Itaguaí. Relator do caso no TRE, o desembargador Bruno Bodart apontou que a dupla candidatura afeta a isonomia entre os concorrentes, cria riscos de confusão contábil e patrimonial ao dificultar a fiscalização de recursos de campanha, e pode desequilibrar a disputa. Cabe recurso da decisão ao TSE.

A corrida eleitoral conta com a participação de Haroldinho e de outros cinco concorrentes: Alexandre Valle (PL); Hélio Cristóvão de Carvalho da Silva, conhecido como Dr. Helinho (PRD); Luciano Mota (PT); Marcelo Cunha (Democrata); e Keilane Goulart, cuja candidatura está atualmente indeferida.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/o-curioso-caso-da-cidade-no-rio-onde-os-eleitores-tambem-votarao-para-prefeito/

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