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Eleições em outros países ganham destaque após dinâmica no Brasil

Com o fim das eleições no Brasil, pleitos na Espanha, em Israel e nos Estados Unidos ganham atenção internacional e trazem novas disputas políticas.

Redação•06 de out. de 2026, 07:30
Eleições em outros países ganham destaque após dinâmica no Brasil
Imagem: site

Eleições em outros países ganham destaque após dinâmica no Brasil

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Após o encerramento do processo eleitoral brasileiro no dia 25, interessados em acompanhar apurações de votos buscam alternativas em pleitos internacionais. A Espanha é um dos países que terá votação importante, marcada para o dia 29 de novembro pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez. A convocação antecipada busca neutralizar uma prognosticada vitória da direita.

Sánchez enfrenta desgaste após oito anos no poder e baixa popularidade, agravada pelo descontrole migratório e pela maré humana que invadiu Ceuta. Pesquisas apontam possível vitória do Partido Popular, de direita, com risco de coalizão com o partido de direita populista Vox.

Em Israel, as eleições ocorrem no dia 27. O cenário político local conta com escassez de representação de esquerda fora de nichos na imprensa e no meio acadêmico. Levantamentos recentes indicam que o bloco de oposição, que abrange da direita ao centro, pode eleger 52 deputados, enquanto o bloco governista, composto por setores que vão da direita tradicional do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu até radicais do nacionalismo religioso, somaria 51 assentos.

A disputa israelense também é marcada por debates sobre o episódio envolvendo o quase desastre do avião da Flydubai, cujo copiloto árabe, Hamam Al-Hamammi, cidadão de Omã, pretendia lançar a aeronave contra o aeroporto Ben Gurion. O país permanece dividido entre o salvamento de mais de 170 vidas e questionamentos sobre falhas nos controles de tripulantes estrangeiros, visto que o copiloto não levantou suspeitas apesar de postagens com simpatias jihadistas.

Nos Estados Unidos, o pleito está marcado para 3 de novembro. Pesquisas apontam a possibilidade de o Partido Democrata conquistar a maioria na Câmara dos Deputados e, possivelmente, no Senado, o que deixaria Donald Trump com restrições para aprovar projetos e sujeito a investigações e riscos de impeachment.

A principal fonte de impopularidade de Trump atinge 38,2% de aprovação contra 59,5% de desaprovação, segundo a média das pesquisas, motivada pelo aumento de preços, especialmente dos combustíveis. O cenário econômico é apontado como difícil de ser revertido a curto prazo pelo governo americano. No âmbito político, Donald Trump chegou a elogiar a votação por urnas eletrônicas no Brasil, mencionando que 125 milhões de pessoas votaram e os resultados saíram no mesmo dia, embora tenha confundido inicialmente o Brasil com a Índia em publicação.

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/mundialista/para-amainar-a-crise-de-abstinencia-as-proximas-eleicoes-em-outros-paises/

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