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Eleições na Alemanha geram risco para investidores, aponta chefe do Deutsche Bank

Chefe do Deutsche Bank alerta que avanço de partidos extremistas nas eleições estaduais da Alemanha pode afastar investidores estrangeiros.

Redação•11 de out. de 2026, 18:30
Eleições na Alemanha geram risco para investidores, aponta chefe do Deutsche Bank
Imagem: site

Eleições na Alemanha geram risco para investidores, aponta chefe do Deutsche Bank

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O principal dirigente do Deutsche Bank fez um alerta de que o avanço de partidos políticos de extremos nas eleições estaduais realizadas no mês passado pode acabar afastando investidores estrangeiros do país.

A AfD, legenda que tem entre suas propostas limitar a imigração e enviar requerentes de asilo de volta aos países de origem, registrou algumas de suas expressões eleitorais mais expressivas no leste alemão durante o pleito recente. No mesmo período, o partido Esquerda alcançou sua marca mais expressiva na disputa pelo governo municipal de Berlim, com uma plataforma voltada à expropriação de patrimônios de empresas imobiliárias.

Em entrevista concedida ao jornal Bild, o diretor executivo do Deutsche Bank, Christian Sewing, classificou a ascensão dos extremos políticos como um perigo relevante para a nação. "Isso representa um risco significativo para a Alemanha e não deve ser minimizado", declarou. O executivo pontuou que investidores internacionais tendem a não diferenciar imediatamente a administração de um estado do país de forma integral, o que, na visão dele, é compreensível do ponto de vista do mercado.

No estado da Saxônia-Anhalt, a AfD — organização que possui classificação de extremista por serviços de segurança em determinados locais — quase alcançou a maioria absoluta no Parlamento estadual. Duas semanas mais tarde, a legenda assegurou a primeira colocação em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Economistas têm acusado o partido de fomentar um ambiente desfavorável que pode afastar tanto investidores do exterior quanto trabalhadores qualificados essenciais para a economia alemã.

Paralelamente, o partido Esquerda defendeu o combate à alta nos custos de habitação na capital por meio da expropriação de imóveis pertencentes a companhias imobiliárias residenciais. Para Sewing, tanto o cenário na Saxônia-Anhalt quanto os acontecimentos em Berlim distanciam-se de um ambiente propício ao crescimento econômico e aos investimentos.

Diante desse contexto, o executivo cobrou que o governo do chanceler Friedrich Merz avance com reformas voltadas à reanimação da economia nacional. "Essa é a única resposta que temos aos extremistas de extrema-direita e de extrema-esquerda neste país", afirmou.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/chefe-do-deutsche-bank-ve-eleicoes-na-alemanha-como-risco-para-investidores/

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