Pesquisas recentes indicam que uma maioria significativa de eleitores nos Estados Unidos associa suas frustrações econômicas diretamente às políticas implementadas pelo presidente Donald Trump e pelos republicanos no Congresso. O principal motivo de insatisfação apontado é o alto custo de vida, agravado, segundo os eleitores, por medidas como tarifas e a situação envolvendo o Irã.
De acordo com levantamentos recentes, como a pesquisa do Wall Street Journal, 60% dos eleitores registrados afirmam que as ações de Trump pioraram a economia, enquanto 25% avaliam que houve melhora. Na pesquisa da AP/NORC, 67% culparam as políticas do presidente pelos preços mais altos. Dados da CNN/SSRS mostram índices semelhantes em estados como Ohio e Iowa, onde prováveis eleitores apontam que a agenda presidencial elevou seus custos financeiros.
A vulnerabilidade do Partido Republicano é ampliada pelo fato de congressistas terem votado de maneira unânime a favor de medidas econômicas e de segurança ligadas à gestão, além de cortes em gastos federais com saúde. A estratégia central dos democratas nas semanas finais da campanha tem sido investir em anúncios para vincular os candidatos republicanos a essas escolhas impopulares, segundo análises de dados da AdImpact.
Por sua vez, os republicanos tentam deslocar o foco das discussões para a política tributária, destacando promessas cumpridas de redução de impostos sobre gorjetas, horas extras e benefícios da Previdência Social. Com gastos superiores a US$ 890 milhões em anúncios sobre impostos até o final de setembro, o partido busca transformar a eleição em uma escolha sobre o futuro, tentando minimizar o impacto do referendo negativo sobre a gestão atual.
