O governador do Ceará e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), fez duras críticas ao seu principal oponente na corrida eleitoral, o ex-governador Ciro Gomes (PSDB). Durante sabatina realizada pelo veículo VEJA nesta segunda-feira, 21, o chefe do Executivo estadual declarou que o ex-aliado alterou sua postura política e se aproximou do bolsonarismo, atuando contrariamente ao grupo do presidente Lula.
De acordo com o petista, a decisão de Ciro teve motivação política para servir aos interesses da direita. “Ele tomou uma decisão política de ser uma quinta coluna do bolsonarismo no Brasil, de ser alguém que serve à direita para ajudar a derrotar o campo democrático no Brasil”, pontuou Elmano. A manifestação ocorreu após questionamentos a respeito do rompimento entre as facções políticas e do apoio prestado por aliados de Ciro a André Fernandes, candidato bolsonarista no segundo turno da disputa pela prefeitura de Fortaleza em 2024.
O cenário eleitoral entre os dois concorrentes apresenta forte acirramento. Conforme dados de pesquisa da AtlasIntel publicados na mesma segunda-feira, ambos aparecem em situação de empate técnico no primeiro turno, registrando 48,5% das intenções de voto para Elmano e 48% para Ciro, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Diferenciação administrativa e comparativo de gestão
No decorrer da entrevista, Elmano buscou evidenciar distinções na gestão administrativa entre a sua administração e os mandatos anteriores de Ciro no comando do Ceará. O governador apontou que o antecessor deixou de implementar escolas de tempo integral e unidades hospitalares de alta complexidade nas regiões do interior estadual.
“O nível de investimento na educação pública de qualidade, o nível de investimento na alta complexidade para o nosso povo, na estruturação do SUS, é muito diferente”, argumentou o candidato à reeleição.
Para fundamentar o contraponto, o governador apresentou dados estatísticos referentes a emprego e ensino. Segundo as informações fornecidas, a gestão de Ciro resultou na criação de 40 mil vagas de trabalho, ao passo que o atual governo contabiliza 185 mil novas oportunidades formais com carteira assinada. Além disso, Elmano destacou que mais de 74 mil estudantes da rede pública ingressaram no ensino superior durante sua gestão.
Ao aprofundar as críticas sobre as alianças do adversário, o governador enfatizou que a composição de forças políticas representa o principal diferencial entre as campanhas. O petista reforçou que seu grupo político governa o estado há duas décadas, período em que, segundo ele, o Ceará se consolidou como referência em ensino público, geração de empregos e expansão econômica acima da média nacional.
Ciro Gomes, candidato pelo PSDB na disputa pela sucessão estadual e concorrente direto de Elmano, não compareceu à série de sabatinas promovida por VEJA.
Fonte: https://veja.abril.com.br/brasil/elmano-diz-que-ciro-mudou-de-lado-e-se-aliou-ao-bolsonarismo/
