O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta terça-feira, 6, em Brasília, que as manifestações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o primeiro turno das eleições indicam que o “mundo anseia por mudanças no Brasil” e refletem o isolamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre líderes internacionais.
No primeiro turno, Flávio liderou a disputa com 47,03% dos votos, enquanto Lula obteve 45,16%. Os dois concorrentes vão se enfrentar no segundo turno, agendado para 25 de outubro. Após a apuração, Trump classificou a vantagem de Flávio como uma “grande vitória” e um resultado “muito apertado, mas impressionante”.
Anteriormente, o mandatário norte-americano utilizou as redes sociais para exaltar a agilidade na apuração brasileira. “125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. Os resultados saíram logo após o encerramento da votação, no MESMO DIA!”, publicou. Na mesma mensagem, Trump criticou o sistema eleitoral dos Estados Unidos, afirmando que em locais como Detroit, Filadélfia e Califórnia a apuração de menor volume de votos demora semanas, e chegou a escrever inicialmente sobre eleições na Índia, país que não teve pleito no domingo, antes de editar o texto.
Historicamente, Lula reuniu-se com Trump na Casa Branca no início de maio, em encontro que durou cerca de três horas a portas fechadas para tratar de comércio e terras raras, sem coletiva de imprensa posterior. A viagem ocorreu após meses de articulação do governo e elogios anteriores de Trump, que descreveu o petista como um “bom homem” e “cara inteligente”, além de citar uma “química excelente”. No terceiro mandato, Lula já viajou a 41 países.
Por sua vez, Flávio esteve com Trump no final de maio e publicou uma foto do encontro nas redes sociais. Pouco depois, na plataforma Truth Social, o presidente americano chamou o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro de “um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil”. A manifestação ocorreu logo após os Estados Unidos encerrarem uma investigação comercial e sugerirem novas tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, medida apelidada por opositores de “TariFlávio”.
