A Embaixada da Austrália em Brasília anunciou o fechamento de sua representação na capital federal devido a preocupações com a segurança. A medida ocorre logo após o governo dos Estados Unidos suspender as operações em sua embaixada e em consulados espalhados pelo país.
Em nota oficial, a representação diplomática australiana informou que o local estaria fechado em 2 de outubro em decorrência de questões de segurança. O comunicado também recomendou que cidadãos australianos evitem se aproximar da embaixada, dos consulados e de instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil, bem como de suas áreas adjacentes.
Mais cedo, as autoridades americanas confirmaram a paralisação temporária dos atendimentos em suas representações diplomáticas por motivos de segurança não detalhados. A decisão afetou a embaixada situada em Brasília, além de consulados localizados em Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
Os funcionários americanos receberam instruções para atuar em regime de trabalho remoto, enquanto cidadãos dos EUA que necessitassem de suporte foram orientados a contatar o oficial de plantão designado, sem se dirigirem às unidades físicas. Até o momento, o Departamento de Estado não especificou as motivações para a suspensão nem indicou quando os serviços serão normalizados.
O cenário ocorre após incidentes registrados no mês anterior, quando os muros da embaixada norte-americana em Brasília foram alvos de pichações, que continham mensagens em inglês e português criticando a atuação dos Estados Unidos. Na ocasião, uma bandeira americana foi queimada, materiais foram deixados na calçada e a perícia constatou um princípio de incêndio já contido, além do recolhimento de cartazes e objetos que simulavam ossos.
O episódio sucede um período de atritos bilaterais após a imposição, em julho, de uma tarifa adicional de 25% por parte do governo de Donald Trump sobre determinados produtos brasileiros. Além disso, o impasse diplomático envolveu a revogação do visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, na esteira de divergências sobre a concessão de agrément ao diplomata Daniel Perez, indicado por Washington para chefiar a embaixada em Brasília.
