A embaixada dos Estados Unidos na Rússia emitiu um alerta nesta terça-feira (6) após o falecimento de uma jovem que atuava em um laboratório de combate à peste na Sibéria.
De acordo com o serviço diplomático americano, a representação diplomática está ciente de notícias divulgadas pela imprensa na região de Irkutsk sobre um caso sob suspeita de peste pneumônica que causou a morte de uma pessoa, além de medidas de quarentena e fechamento de hospitais no local.
A embaixada declarou que monitora a situação de perto, mas resgatou que o governo dos Estados Unidos possui capacidade restrita para prestar assistência a cidadãos norte-americanos em território russo, principalmente em locais situados fora de Moscou.
Diante do cenário, o governo americano reforçou o alerta de viagens de nível quatro para a Rússia, o qual desaconselha deslocamentos de cidadãos dos EUA para o país em razão de riscos relacionados a detenção indevida e preocupações de segurança. Indivíduos norte-americanos que já estejam em solo russo foram aconselhados a deixar o país. A medida de nível quatro já vigorava desde dezembro de 2025 e foi apenas reafirmada nesta terça-feira.
A representação diplomática também informou que funcionários do governo dos Estados Unidos podem sofrer restrições adicionais em viagens de caráter pessoal ou oficial para áreas específicas, motivadas por questões de saúde e segurança.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira que conversará com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a respeito do caso.
Detalhes sobre a suspeita de morte
Informações não confirmadas apontam que Darya Shipilova, de 28 anos, teria adoecido em decorrência de um suposto vazamento em laboratório ou após realizar uma viagem para outra região.
Por sua vez, o Rospotrebnadzor, órgão russo de vigilância sanitária e de defesa do consumidor, comunicou que a jovem faleceu em decorrência de uma pneumonia com origem classificada como desconhecida, buscando afastar suspeitas de que o óbito tenha ligação com as atividades profissionais dela.
Enquanto a autoridade sanitária russa buscou tranquilizar os moradores locais ao assegurar que o panorama epidemiológico permanece estável, veículos da imprensa da Rússia relataram que cerca de 60 colaboradores do Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk foram colocados em quarentena e que hospitais da região passaram a adotar restrições.
