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Empatado com Flávio Bolsonaro, Lula acelera medidas eleitoreiras

Com empate nas pesquisas de intenção de voto contra Flávio Bolsonaro, presidente Lula intensifica anúncios de medidas de apelo popular e mudanças na campanha.

Redação•26 de set. de 2026, 10:30
Empatado com Flávio Bolsonaro, Lula acelera medidas eleitoreiras
Imagem: site

Empatado com Flávio Bolsonaro, Lula acelera medidas eleitoreiras

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A uma semana da votação, o cenário político sofreu reviravoltas que alteraram os planos do Partido dos Trabalhadores. Pesquisas de intenção de voto apontam empate entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro nas simulações de segundo turno, com o oposicionista chegando a aparecer numericamente à frente em pelo menos um levantamento. Nos cenários de primeiro turno, o candidato da oposição também passou a empatar com o atual presidente dentro da margem de erro.

Inicialmente, dirigentes petistas e aliados comemoraram a postulação do filho mais velho de Jair Bolsonaro, considerando-o um adversário ideal devido à alta rejeição ao sobrenome e à falta de carisma e de forte apoio do Centrão, do mercado financeiro e do empresariado. A estratégia inicial consistia em poupar o adversário de ataques até o registro oficial para evitar sua substituição por nomes considerados mais competitivos, como o governador Tarcísio de Freitas. Com a aproximação nas pesquisas, contudo, a avaliação otimista ruiu e forçou uma mudança de rumo.

Diante do avanço do rival, a campanha governista passou a intensificar o anúncio de medidas com forte apelo popular e iniciativas de impacto eleitoral. O próprio discurso de Lula na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York em 22 de setembro, incorporou tom de palanque. No fórum internacional, o presidente defendeu a soberania nacional, criticou indiretamente propostas atribuídas a Flávio Bolsonaro — como um eventual apoio a operações estrangeiras na Baía de Guanabara —, além de exaltar o Pix e o fim da escala de trabalho 6x1. A exploração política do discurso levou a campanha de Flávio Bolsonaro a acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para barrar o uso de trechos da fala na propaganda petista.

Entre as manobras recentes para conter o desgaste eleitoral e recuperar apoio nas camadas de menor renda, o governo anunciou em 17 de setembro um reajuste de 15% no Bolsa Família, elevando o repasse mínimo de 600 reais para 691 reais. A iniciativa, que custará 5,8 bilhões de reais em 2026 e 22,7 bilhões de reais em 2027, atinge cerca de 50 milhões de pessoas. Embora o governo sustente que a medida serve para repor perdas inflacionárias acumuladas desde 2023, críticos e o próprio Flávio Bolsonaro — que chamou o aumento de ato de desespero e de merreca — apontam o claro caráter eleitoreiro da ação para assegurar o voto dos beneficiários.

A gestão econômica e o endividamento das famílias também entraram no centro da disputa. Após falhas em conter as dívidas populares por meio de renegociações anteriores, a equipe econômica estuda novas medidas. Na propaganda eleitoral, Lula buscou responsabilizar as apostas online — as bets — pelo endividamento de cidadãos e prometeu ações para restringir o setor, cuja regulamentação no atual mandato gerou ampla arrecadação para a União, mas também resultou em milhões de brasileiros comprometendo a renda com a jogatina.

Com a polarização acirrada e a migração de eleitores de concorrentes menores (como Augusto Cury, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos) majoritariamente para o campo de Flávio Bolsonaro, a campanha presidencial entra na reta final com foco total na conquista de eleitores indecisos e na redução das taxas de abstenção entre as parcelas de menor renda e escolaridade.

Fonte: https://veja.abril.com.br/brasil/empatado-com-flavio-nas-pesquisas-lula-intensifica-anuncio-de-medidas-eleitoreiras/

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