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Empresas de IA altamente endividadas tiram o sono de Wall Street

Endividamento de companhias de inteligência artificial gera preocupações em Wall Street em meio a juros altos e dúvidas sobre lucros.

Redação•21 de out. de 2026, 04:30
Empresas de IA altamente endividadas tiram o sono de Wall Street
Imagem: site

Empresas de IA altamente endividadas tiram o sono de Wall Street

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Wall Street tem examinado intensamente o enorme volume de dívidas que companhias estão contraindo para custear o avanço da inteligência artificial. O cenário de taxas de juros elevadas, aliado às incertezas sobre o ritmo de expansão dos data centers, tem gerado dúvidas no mercado financeiro sobre a capacidade dessas organizações altamente endividadas de lucrarem o suficiente para quitar seus débitos.

A empresa sediada em Nova Jersey, CoreWeave, encontra-se no epicentro dessa turbulência. Integrante do nicho conhecido como neoclouds — subsetor responsável por alugar poder computacional a desenvolvedores de inteligência artificial —, a companhia depende de empréstimos para sustentar sua expansão. No segundo trimestre, a CoreWeave acumulava aproximadamente US$ 52 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento em seu balanço patrimonial, montante superior aos cerca de US$ 30 bilhões registrados no encerramento de 2025.

Operando em prejuízo, a companhia sofreu forte pressão neste mês, período em que os rendimentos de seus títulos dispararam e suas ações registraram queda de 30%. Na semana passada, os juros de alguns papéis da empresa alcançaram 15%, patamar que evidencia dificuldades financeiras e eleva o risco de inadimplência. Analistas e investidores debatem se a situação da CoreWeave representa um alerta isolado ou um problema sistêmico para o setor.

Para Gil Luria, chefe de pesquisa de tecnologia da D.A. Davidson, a empresa não representa um sinal de colapso para todo o ecossistema. Segundo Luria, a economia de inteligência artificial abriga comportamentos bons e ruins, classificando a situação como parte de um mau comportamento corporativo. Além disso, a estreia desfavorável da empresa de data centers Elice Group, cujas ações despencaram 32% em sua entrada na bolsa de valores da Coreia do Sul, intensificou o ceticismo em relação aos retornos e avaliações de mercado.

Apesar da volatilidade, analistas ponderam que a reação dos mercados pode ter sido exagerada e que a demanda real por inteligência artificial continua impulsionando o setor. Gigantes da tecnologia, como Microsoft, Alphabet e Nvidia, seguem respaldadas pela confiança de Wall Street, mantendo incentivos para a construção de infraestrutura enquanto a demanda por poder computacional superar a oferta.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/empresas-de-ia-altamente-endividadas-tiram-o-sono-de-wall-street/

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