As graves enchentes registradas na Tailândia provocaram a paralisação temporária das atividades em quatro fábricas da Toyota e forçaram a suspensão das operações de carga da Thai Airways. A situação decorre de chuvas intensas que já causaram dezenas de mortes e colocaram diversas regiões em alerta, enquanto o país se prepara para novos temporais nos próximos dias.
O departamento meteorológico tailandês emitiu alertas para chuvas fortes previstas entre os dias 5 e 8 de outubro, com expectativa de agravamento nas regiões norte e nordeste. A capital, Bangkok, foi oficializada como área afetada por desastre após acumular 320 milímetros de precipitação em apenas três dias no final da semana passada, volume que corresponde à média esperada para todo o mês de setembro.
Segundo o primeiro-ministro Anutin Charnvirakul, a capital, sua região metropolitana e o centro do país permanecem sob risco devido ao escoamento de águas vindas do norte. Um centro de operações foi estabelecido para acompanhar o cenário de perto. Já a vice-governadora do Banco da Tailândia, Chayawadee Chai-anant, apontou que os impactos atingem os setores de serviços, varejo, atacado e construção civil, embora avalie que ainda não houve um reflexo generalizado na indústria.
A montadora Toyota interrompeu momentaneamente a produção em quatro unidades fabris após problemas logísticos na entrega de peças causados pelas inundações. A empresa declarou acreditar que o temporal não prejudicará as reuniões anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, agendadas para ocorrer em Bangkok entre 12 e 18 de outubro, embora planos de contingência tenham sido elaborados.
No setor aéreo, a Thai Airways paralisou as operações de carga a partir desta quarta-feira até o dia 6 de outubro, em razão da dificuldade de deslocamento enfrentada pelos funcionários. Na terça-feira, o Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi, em Bangkok, sofreu com a ausência de cerca de metade dos trabalhadores da companhia, gerando acúmulo de milhares de bagagens e cancelamentos de voos, embora o terminal tenha continuado aberto. O presidente-executivo da empresa, Chai Eamsiri, informou que entre 80% e 90% dos colaboradores já retornaram aos postos e a meta é restabelecer a programação habitual de 115 voos diários em até sete dias.
O Ministério da Saúde atualizou o número de vítimas fatais para 40. Em Ratchaburi, situada a cerca de 80 quilômetros a oeste de Bangkok, moradores ribeirinhos sofreram com inundações e processos de evacuação foram iniciados. O Escritório Nacional de Recursos Hídricos colocou outras seis províncias em alerta máximo.
O porta-voz do governo, Ekkapob Pianpises, explicou que equipes trabalham na drenagem da água acumulada em Bangkok em direção aos canais, com a expectativa de que a normalidade seja restabelecida em um prazo de dois a três dias. Saiba mais.
