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Encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Washington tem pompa, mas carece de conteúdo

Donald Trump e Xi Jinping se encontram em Washington em cúpula marcada por gestos simbólicos, trégua comercial e divergências sobre Taiwan e inteligência artificial.

Redação•25 de set. de 2026, 07:58
Encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Washington tem pompa, mas carece de conteúdo
Imagem: site

Encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Washington tem pompa, mas carece de conteúdo

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Quatro meses após a última reunião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, reuniram-se em Washington durante a primeira visita do líder chinês à capital norte-americana em mais de uma década. O encontro foi marcado por troca de gentilezas, prorrogação de uma trégua comercial e reconhecimento mútuo sobre a possibilidade de cooperação para conter riscos no desenvolvimento de inteligência artificial.

Durante um jantar de Estado na Casa Branca realizado na quinta-feira (24), Xi Jinping enfatizou a importância da cooperação e declarou que a ascensão chinesa representa um benefício para a América, e não uma ameaça. O líder chinês comparou o slogan de Trump, "Make America Great Again", ao seu próprio plano para o "Grande rejuvenescimento da nação chinesa". No entanto, especialistas apontam que o avanço tecnológico, industrial e militar da China tem levado os EUA a adotarem medidas protecionistas, incluindo restrições comerciais e de investimentos.

A cúpula também foi marcada por divergências centrais, como a questão de Taiwan. A agência estatal de notícias Xinhua informou que, em discussões a portas fechadas, Xi pressionou Trump a se opor à independência de Taiwan, território que Pequim considera parte de seu país. Enquanto isso, os EUA mantêm sua posição histórica sobre a soberania da ilha, embora sejam obrigados a vender armas para a autodefesa do território pelo Taiwan Relations Act. Os EUA não emitiram declaração oficial sobre a reunião.

No campo da inteligência artificial, Xi pediu que os dois países gerenciem de forma responsável o desenvolvimento tecnológico. Apesar das preocupações de autoridades americanas e das restrições de exportação de tecnologia dos EUA, a China manteve exportações recordes e forte desenvolvimento em IA e robótica. Por sua vez, Trump classificou os temores em relação à inteligência artificial como uma "farsa" que beneficiaria os chineses.

O evento também refletiu tensões políticas internas. Trump tem lidado com pressão devido a uma prolongada guerra com o Irã, inflação em alta e queda em sua aprovação, às vésperas das eleições de meio de mandato em novembro. Além disso, a cobertura da visita sofreu turbulências após Trump barrar repórteres de alguns veículos de imprensa da Casa Branca, decisão posteriormente derrubada por um tribunal.

Segundo Cui Hongjian, especialista em relações internacionais da Beijing Foreign Studies University, a ausência de executivos de negócios na comitiva de Xi indica que a relação bilateral ainda busca estabilização política antes de alcançar avanços substanciais nos negócios. Wu Xinbo, assessor do Ministério das Relações Exteriores da China, apontou que havia receios em Pequim de que parte da equipe de Trump fosse menos favorável aos laços bilaterais.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/analise-encontro-de-trump-e-xi-tem-pompa-mas-e-carente-de-conteudo/

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