Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão defendendo que o mandatário assuma o compromisso de estabelecer tarifa zero no transporte público, caso venha a continuar no comando do Palácio do Planalto, ainda antes do segundo turno das eleições.
De acordo com interlocutores do presidente, Lula ainda não bateu o martelo sobre a questão, embora o assunto tenha retornado à pauta em reuniões recentes. A coordenação da campanha do petista já havia debatido a inserção da tarifa zero no plano de governo antes mesmo do primeiro turno.
No entanto, a decisão anterior de não avançar com a promessa ocorreu devido a uma orientação do próprio Lula para que o plano contemplasse exclusivamente propostas viáveis, além da exigência de uma reformulação complexa no sistema de financiamento do transporte para viabilizar a isenção.
O Ministério da Fazenda chegou a solicitar a elaboração de um estudo para avaliar potenciais vias de implantação da mudança. Estimativas preliminares apontaram que o impacto fiscal da medida poderia ultrapassar a marca de R$ 80 bilhões.
Como alternativa para contornar o elevado custo financeiro, o grupo próximo a Lula avalia propostas mais restritas, como a aplicação da tarifa zero de forma exclusiva aos finais de semana e feriados, ou direcionada a públicos específicos, a exemplo dos estudantes.
A concepção inicial previa a criação de um modelo denominado “SUS do Transporte Público”, fundamentado em uma reestruturação do financiamento do setor voltada a viabilizar a gratuidade geral.
