O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, desembarcou em São Petersburgo, na Rússia, nesta quarta-feira (21), para realizar uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin. A informação foi confirmada por fontes. O enviado especial russo, Kirill Dmitriev, que também integrará o encontro com Putin, recepcionou Witkoff diretamente no aeroporto local. Antes de chegar à Rússia, o representante norte-americano passou pela Noruega, país onde manteve conversas com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e com outras autoridades.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, classificou como positiva a reunião entre Witkoff e Zelensky, destacando que o enviado americano levará os resultados obtidos para serem compartilhados com o governo russo. As declarações de Rubio ocorreram nesta quarta-feira em Mumbai, durante viagem oficial à Índia. Segundo o chefe da diplomacia dos EUA, o diálogo com o líder ucraniano transcorreu sem surpresas, permitindo que Witkoff leve ideias a São Petersburgo para avaliar possíveis avanços nas negociações.
Durante suas declarações à imprensa, Marco Rubio também abordou a questão do acesso ucraniano ao Starlink, sistema de satélites da SpaceX que é fundamental para as operações militares da Ucrânia. O secretário negou veementemente que o governo norte-americano tenha participado de qualquer redução ou restrição do serviço militar para as forças da Ucrânia. Rubio afirmou categoricamente que nem o presidente dos Estados Unidos nem qualquer representante do sistema governamental solicitaram alterações na tecnologia.
O secretário explicou que as autoridades americanas não ditam decisões a empresas privadas e pontuou que a utilização dos serviços é regulada por um contrato comercial privado. Em contrapartida, Elon Musk, CEO da SpaceX, declarou na semana passada que, por os sistemas pertencerem e serem controlados pelo governo dos Estados Unidos, eventuais limitações de velocidade ou de uso dependem de deliberações das Forças Armadas americanas ou do presidente do país.
O encontro em solo norueguês ocorreu na terça-feira (20), refletindo os esforços da Ucrânia para reatar laços e recompor relações com os Estados Unidos em um cenário marcado por divergências a respeito do apoio militar de Washington, da troca de informações de inteligência e do uso da versão militar do Starlink. Atualmente, sob a gestão do presidente Donald Trump, os Estados Unidos interromperam a maior parte do envio direto de armas para Kiev, embora autorizem nações europeias a adquirir armamentos norte-americanos em nome da Ucrânia por meio do programa conhecido como Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia, além de fornecerem suporte tecnológico e de inteligência que a Europa não consegue igualar.
