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Equador utilizará forças de segurança para impor racionamento de energia a empresas

Governo equatoriano usará forças de segurança para obrigar empresas a cumprirem racionamento de energia em meio a divergências e críticas do setor produtivo.

Redação•16 de out. de 2026, 20:30
Equador utilizará forças de segurança para impor racionamento de energia a empresas
Imagem: site

Equador utilizará forças de segurança para impor racionamento de energia a empresas

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O governo do Equador informou que vai acionar as forças de segurança para garantir que as empresas cumpram o racionamento de eletricidade estabelecido durante a atual crise energética no país. O anúncio foi feito na quinta-feira (15) pelo secretário-geral do governo, José Julio Neira, que justificou a medida como uma forma de preservar a estabilidade operativa do sistema elétrico.

A determinação oficial estabelece que companhias de grande consumo de energia utilizem geradores próprios ou fontes alternativas, além de se desligarem da rede nacional uma vez por semana. Para as empresas de médio porte, a exigência de desconexão é de três dias por semana.

Por meio de uma postagem, José Julio Neira divulgou uma lista contendo os nomes de vinte empresas de consumo médio que, conforme a administração de Daniel Noboa, estariam descumprindo as regras de racionamento. A relação inclui companhias dos setores de mineração e aquicultura, entre outros.

No entanto, divergências marcaram os comunicados oficiais. Enquanto a empresa pública de eletricidade, Corporación Nacional de Electricidad, informou em seu site que o racionamento ocorre de segunda a quarta-feira para clientes industriais de alta voltagem e de quarta a sexta-feira para os de média, um documento emitido por uma subsecretaria do Ministério de Energia indicou nesta quinta-feira que as restrições vigorariam até a próxima terça-feira (20) — informação que foi negada pelo secretário.

As informações conflitantes e a ampliação da medida geraram reclamações. A Câmara Nacional de Aquicultura emitiu um comunicado alertando que a cadeia do camarão, principal produto de exportação equatoriano, enfrenta uma situação crítica devido à incerteza e ao aumento das restrições para 72 horas, além da possibilidade de interrupções que chegam a quase uma semana para usuários de consumo médio.

Segundo a entidade empresarial, a falta de clareza coloca em risco a conservação de produtos, a sobrevivência de organismos vivos e a manutenção de empregos e exportações. A associação destacou que, para companhias sem geração própria, uma desconexão prolongada representa a paralisação total das atividades, e cobrou transparência sobre a gravidade da crise energética.

A crise atual e o consequente racionamento foram decretados pela administração de Daniel Noboa devido à queda nos níveis das represas hidrelétricas provocada pela falta de chuvas. Relatos da imprensa local indicam que cortes de eletricidade não programados ocorreram em algumas regiões do país recentemente.

O Equador já havia enfrentado uma severa crise elétrica em 2024, quando precisou adotar racionamentos de até 12 horas diárias para a população. A situação atual levou o governo de Abelardo de la Espriella a retomar a exportação de energia elétrica para o território equatoriano, suprimento que havia sido interrompido para assegurar o abastecimento da Colômbia diante dos reflexos do fenômeno El Niño na região.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/equador-usara-forcas-de-seguranca-para-impor-cortes-de-energia-a-empresas/

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