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Equipe de Lula avalia elevar o tom da campanha após assembleia da ONU

Após a ONU, equipe de Lula avalia endurecer o tom da campanha na reta final do primeiro turno, mirando Flávio Bolsonaro.

Redação•23 de set. de 2026, 17:14
Equipe de Lula avalia elevar o tom da campanha após assembleia da ONU
Imagem: site

Equipe de Lula avalia elevar o tom da campanha após assembleia da ONU

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Após a participação na Assembleia Geral da ONU, a equipe de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia adotar uma nova estratégia na reta final do primeiro turno eleitoral. De acordo com informações apuradas pela analista de Política Clarissa Oliveira, o diagnóstico interno da campanha petista aponta que houve um excesso na combinação de agenda positiva com discursos focados em soberania nacional.

Durante o programa Bastidores CNN de quarta-feira (23), a analista destacou que o presidente passou o período desviando de um confronto direto com Flávio Bolsonaro (PL). Até o momento, a tática adotada consistia em tratar o adversário como um apêndice do bolsonarismo, sustentando que o verdadeiro oponente seria o ex-presidente Jair Bolsonaro. A própria avaliação interna indicava que o objetivo era diminuir politicamente o concorrente, rotulando-o como um substituto que estaria apenas esquentando a cadeira.

No entanto, os levantamentos de intenção de voto não teriam apresentado o desempenho esperado pelo governo, fazendo com que a campanha petista fosse descrita internamente como asfixiada e sem a vantagem confortável almejada para esta fase do pleito.

Novas frentes e temas mais pesados

Diante desse cenário, as medidas em estudo pela coordenação incluem vincular Flávio Bolsonaro a esquemas de milícia no Rio de Janeiro, resgatar o tema da rachadinha e enfatizar ligações com Daniel Vorcaro. A intenção é trazer à tona casos considerados mais graves e pesados para introduzir um componente de medo no eleitorado, associando a possível vitória de Flávio Bolsonaro à piora nas condições de vida da população mais pobre do país.

Preocupação com os Estados Unidos

A apuração também apontou receios na campanha quanto a uma eventual interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Segundo Clarissa Oliveira, caso Lula avance para o segundo turno estando numericamente atrás nas pesquisas em relação a Flávio Bolsonaro, há o entendimento de que Washington poderia adotar posturas mais intensas para influenciar o resultado do pleito. A analista classificou o momento como um cenário extremamente comprometedor e decisivo para o presidente.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/pos-onu-time-de-lula-quer-subida-de-tom-da-campanha/

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