O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva declarou neste domingo, 11, que a votação no Senado do projeto que encerra a escala 6x1 está agendada para a próxima quarta-feira, 14. Segundo o petista, a data foi definida por meio de um acordo estabelecido entre o governo e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
Durante um ato organizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) em apoio à sua candidatura, realizado na avenida Paulista, em São Paulo, Lula afirmou aos jornalistas que a deliberação funcionará como um teste para revelar o posicionamento do PL, partido de seu adversário na dianteira da corrida eleitoral, Flávio Bolsonaro. O chefe do Executivo defendeu que o pleito ocorra antes do segundo turno, marcado para o domingo, 25, permitindo que o eleitor conheça a escolha dos candidatos antes de comparecer às urnas.
“Vai votar na quarta-feira o fim da escala 6 por 1, que é uma coisa extremamente importante para se provar como o partido do meu adversário vai votar – se ele vai votar para manter os trabalhadores trabalhando seis dias e descansando um, ou se vai votar para que eles tenham dois dias de descanso”, declarou o presidente.
A votação estava inicialmente prevista para a quarta-feira anterior, mas acabou adiada diante da lentidão de Alcolumbre em pautar a matéria no Plenário — sob a justificativa de cumprir os trâmites de discussão — e da pressão de siglas aliadas ao PL para que o tema fosse tratado somente após o segundo turno.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que modifica a jornada de trabalho no país e amplia em um dia o descanso semanal obrigatório, recebeu aprovação na Câmara dos Deputados ainda em maio, encaminhando-se posteriormente ao Senado, onde vinha sendo adiada por Alcolumbre. Por se tratar de uma alteração constitucional, o texto exige o voto favorável de três quintos dos membros em cada Casa legislativa, totalizando 49 senadores.
“Já está conversado com Alcolumbre e já está marcada a data da votação”, reforçou Lula. “Então a única coisa que a oposição pode fazer é demonstrar se vão ter coragem de votar contra ou a favor. O que não pode é protelar para enganar o povo e só dizer depois das eleições o que pensa. O PL tem que dizer se é favorável aos trabalhadores descansarem mais ou se quer que eles continuem trabalhando mais.”
