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Escala 6x1: Saiba quais senadores não votaram a favor da PEC

PEC do fim da escala 6x1 foi aprovada no Senado com 75 votos, mas seis parlamentares ficaram de fora por ausência ou voto contrabalanceado.

Redação•15 de out. de 2026, 12:30
Escala 6x1: Saiba quais senadores não votaram a favor da PEC
Imagem: site

Escala 6x1: Saiba quais senadores não votaram a favor da PEC

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6x1 foi aprovada em duas instâncias no Senado na noite anterior. O texto obteve 75 votos favoráveis, incluindo o de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência que se opunha à medida nos últimos meses e defendia uma alternativa para flexibilizar a jornada laboral. Do total de 81 senadores no Congresso Nacional, seis parlamentares ficaram de fora da aprovação, seja por ausência ou por não votarem a favor.

O único voto contráro à proposta partiu do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República na gestão de Jair Bolsonaro. Eleito em 2002 e com mandato vigente até 2030, Mourão declarou posição contrária ao projeto durante o período eleitoral.

Outros quatro parlamentares do PL registraram ausência na votação e não se posicionaram formalmente sobre o texto:

  • Ciro Nogueira (PP-PE): ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro.
  • Marcio Bittar (PL-AC): senador reeleito pelo Acre em 2026.
  • Sergio Moro (PL-PR): ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro e governador eleito do Paraná no primeiro turno de 2026.
  • Rogério Marinho (PL-RN): coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e autor de uma proposta alternativa.

Além deles, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) não votou por exercer a presidência do Senado, seguindo o regimento interno da Casa ao conduzir os trabalhos da sessão.

Justificativas e posicionamentos

Por meio de nota publicada nas redes sociais em 15 de outubro de 2026, Sergio Moro explicou a abstenção ao afirmar que o tema exigia maior aprofundamento e diálogo:

Sempre defendi que um tema tão sensível como a alteração da jornada de trabalho, com impactos diretos sobre trabalhadores, empresas e a economia, fosse discutido com amplitude, profundidade e diálogo. O período eleitoral não é o momento adequado para esse debate. Por esse motivo, optei por não votar a proposta da assim denominada PEC 6 por 1, escreveu Moro.

Marcio Bittar não apresentou justificativa para a ausência, mas utilizou suas redes sociais para celebrar a aprovação da PEC e fazer campanha para Flávio Bolsonaro, comemorando como se tivesse votado positivamente:

O fim da escala 6x1 foi aprovado no Senado! Tudo porque teve apoio do nosso futuro presidente Flávio Bolsonaro. Agora o trabalhador terá mais tempo para descansar! Vote em quem pensa no trabalhador, publicou Bittar.

Rogério Marinho, por sua vez, apoia uma PEC de sua própria autoria que sugere a remuneração do trabalhador por hora prestada, em substituição às escalas fixas de 44 ou 40 horas semanais com garantia de direitos como o salário mínimo. A iniciativa também conta com o apoio de Flávio Bolsonaro. Marinho não justificou a ausência na sessão, embora tenha passado mal e sido internado no dia 6 de outubro, recebendo alta médica no dia seguinte.

Ciro Nogueira, que não obteve reeleição para os próximos oito anos, não realizou nenhum pronunciamento público a respeito da sua ausência na votação.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/os-seis-senadores-que-se-ausentaram-ou-nao-votaram-a-favor-do-fim-da-escala-6x1/

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