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Espanha debate novas medidas para conter crise habitacional

Após rejeição inicial pelo Parlamento, governo espanhol retoma tramitação de 21 medidas para enfrentar crise imobiliária e habitacional.

Redação•06 de out. de 2026, 09:36
Espanha debate novas medidas para conter crise habitacional
Imagem: site

Espanha debate novas medidas para conter crise habitacional

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O governo da Espanha retomou a análise de 21 medidas voltadas para o mercado imobiliário e o combate à crise habitacional. A tramitação dos textos ocorre após a antecipação das eleições gerais e a dissolução das Cortes Gerais, o Parlamento espanhol.

Na última sexta-feira (2), o Parlamento havia derrubado dois decretos-leis aprovados pelo Executivo liderado por Pedro Sánchez uma semana antes. Contudo, os textos voltaram a tramitar nesta terça-feira (6), reunindo propostas descritas pelo governo como ambiciosas, razoáveis e necessárias para manter a essência original.

Segundo Pedro Sánchez, a iniciativa busca amparar a população diante das dificuldades do setor. “Não jogamos a toalha nem deixamos as pessoas desamparadas”, declarou.

Eixos das propostas habitacionais

As 21 medidas em análise estão divididas em quatro frentes principais:

  • Facilitar o acesso ao aluguel: inclui incentivos fiscais para inquilinos e empréstimos de US$ 56,2 mil a juros zero destinados à aquisição do primeiro imóvel.
  • Aumentar a oferta de moradias: mobiliza US$ 539,6 milhões em garantias para o financiamento de construções habitacionais e suporte a fornecedores de habitação social.
  • Extensão de contratos: assegura a prorrogação de contratos de locação para inquilinos adimplentes e impõe limites aos reajustes de preços.
  • Combate à especulação: estabelece restrições para a compra de propriedades por fundos de investimento e empresas com fins especulativos.

Nova conjuntura no Parlamento

A dissolução do Parlamento abriu uma nova perspectiva para a aprovação das regras por meio da Deputação Permanente, o órgão que assume o funcionamento da Câmara em períodos como este. Composta por um número reduzido de 69 deputados — em comparação aos 350 do plenário —, a instância exige uma maioria de 35 votos para a ratificação, cenário no qual o governo projeta conseguir apoio suficiente.

O peso político de legendas opositoras é reduzido nesse formato. O partido Junts per Catalunya, por exemplo, conta com apenas um representante na Deputação Permanente, diferentemente dos sete assentos que ocupava nas votações do plenário.

Conforme o artigo 86 da Constituição espanhola, os textos precisam ser debatidos e votados em um prazo máximo de 30 dias após a promulgação. A definição da data exata do pleito interno cabe à presidente do Parlamento, Francina Armengol.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/espanha-analisa-novas-regras-para-o-mercado-imobiliario-apos-protestos/

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